Antes de tudo, leitora, desculpe-me pela vulgaridade do título da nossa conversa, mas às vezes é quase impossível fugir ao lugar-comum.

O lugar-comum, não raro, é a melhor expressão para um fato, um acontecimento. Já vou dizer quem pisou na bola e o cuidado que temos que ter para também não pisar na bola, numa bola qualquer, então...

É isso, temos que ter muito cuidado com o que dizemos, com os exemplos que damos para justificar alguma ideia, propósito, intenção, o que for. Muito cuidado.

O Maradona, aquele jogador argentino que teve a petulância em muitos momentos de se achar igual ou mesmo melhor que o Pelé, coitado, pisou na bola.

Maradona entrou para a História do Futebol não pelos pés, mas pela mão, mão direita. Ele subiu num cruzamento de bola na Copa do México, em 86, e com a mão direita fechada venceu o goleiro da Inglaterra: Argentina 1 x 0. Vitória.

Maradona saiu do estádio dizendo que fora a mão de deus que o ajudara, querendo dizer que os ingleses não mereciam a vitória. Espere aí, boca-aberta! Gol com a mão é ilicitude, é “pecado”, deus não pode gostar disso.

E agora Maradona quer a “mão de deus” para acabar com a pandemia. Nesse caso, vá lá, mas a citação veio do gol “famoso”, ilegal, que ele fez numa Copa.

Nós temos que ter o maior cuidado com os exemplos que damos para não fazer o que o abobado argentino fez. Não se pode citar um mau exemplo para justificar uma boa causa.

Roubar para dar aos pobres é roubo, o cara tem que ir para a cadeia e levar um “chega-pra-lá” bem dado. Ué, gente! Essa história mal contada de que o fim justificam os meios, não, não.

Não é porque a porta do cofre está aberta e ninguém por perto que podemos pegar o dinheiro alheio. Muitos fazem isso, na política então nem se fala. É regra. Ou então aquela história do “eu fiz porque todo mundo estava fazendo.”. Frase dos canalhas.

Não raro, o Joãozinho está sim com o passo certo, mas como só ele está com o passo certo, passa a valer todo o batalhão de passo errado. É que muitos costumam julgar pelo domínio da maioria, e a maioria no Brasil vale muito pouco. Ponto.

Cuidados

As pessoas um pouco mais atiladas sabem que as máscaras, o lavar as mãos e manter distanciamento social não eliminam os riscos trazidos pelo vírus, mas os diminuem grandemente. E isso já é formidável.

Mas o que vemos? Toscos, debochados, idiotas mesmo simplesmente andando por aí sem qualquer cuidado maior. Depois vão querer medicamentos e tratamentos especiais? Só na minha delegacia, entupidos!

Vulgares

Recorte de um velho jornal, na minha gaveta: “Ao aparecer nas redes sociais, sites e blogs, não esqueça que você será visto também pelos seus chefes e colegas de trabalho”.

Acrescento: até aí, nada. E a imagem da empresa empregadora que, quase sempre, aparece conspurcada pelas idiotices e fotos divulgadas? Regra absolutamente geral. “Ah, Prates, vale tudo”! Vale não, xiru, vale não.

Falta dizer

Ontem ouvi um desabafo pessoal e profissional de um conhecido: “Pô, Prates, em quem eu mais confiava me derrubou! Eu não esperava por essa”, disse o sujeito.

Ah, companheiro, é a velha história, confiar? Só nos dentes e olhe lá, não raro, eles nos mordem. Este, e sempre, é momento de dormir com um olho aberto. Confiaste? Ingênuo...

 

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