Não há esperança com essa “brasileirada” que anda por aí, não há quarentena ou danos físicos e morais que os abatam e os façam viver dentro da cidadania da decência. É preciso uma férrea “ditadura” de Educação Moral e Cívica, nos padrões do "não leu, o pau comeu". Falo num sentido figurado, ou nem tanto.

Por estes dias de dificuldades especiais por que passamos, basta você ligar o computador e dar um giro para ficar de cabelos em pé com os atrevimentos, com os descaros, com a falta de pudor e respeito de muita gente.

Vamos imaginar uma situação. Uma imbecil vai para a faculdade de minissaia e sem calcinhas. Todos a veem assim, alguns protestam, mas... Tudo acaba bem, especialmente nas universidades brasileiras, onde tudo sempre acaba bem. Sem nenhum sentido figurado nessa expressão.

Pois, essa figura que “imaginei”, vai para as redes sociais e dá conselhos às pessoas sobre como viver bem com o sexo durante a quarentena. A brasileirada merece. O circo pegando fogo e alguém vem para sugerir sexo? Sim, os toscos não passam sem sexo, a “homeria” que anda por aí e muitas mulheres desatinadas.

Um outro, “famoso” da televisão, um pobre bicho, vem anunciar nas redes sociais que o circo pode estar pegando fogo, mas para ele e a namorada tudo bem, as coisas vão às mil maravilhas, estão morando juntos. Desde quando “namorados” dormem na mesma cama? Despudorados.

Um pouco mais adiante, leio num jornal que “igrejas ocupam 663 imóveis da União e pagam até 2% do valor”. Do valor do possível aluguel. São apartamentos e casas da União, isto é, nossas, do povo, e que são “alugadas” para diretores de igrejas por 2% do valor real de mercado e isto ainda como valor anual.

Quer dizer, os caras moram no luxo, não pagam nada e o povo trabalhador, idiota, lhes paga o aluguel. Legal! Legal até à hora da revolução. Que ela vai chegar, ah, vai... A revolução cultural, antes da outra.

E para terminar a conversa enjoada, leitora, ligo a TV e vou girando pelos canais, a procurar por algo de bom, sim, sou “crente”, acredito em milagres. E dou de cara, num canal vespertino, com uma “vidente” fazendo previsões sobre a saúde dos brasileiros, vírus, essas coisas. Sim, mas e os cientistas, os médicos? Não dão audiência. Desliguei tudo. Fui me coçar num cactos.

Rato

O cara vestia bermudas, camiseta regata, óculos escuros, todo metido. Criticava numa TV a sugestão de ficar em casa. E terminou a crítica dizendo que “Quem vive em toca é rato”.

Primeiro, se ele vive numa toca é por culpa e incapacidade dele, de ninguém mais. Ademais, quem tem esse tipo de pensamento é menos que um rato, sabe-se que o cérebro do rato é muito desenvolvido. Ele é um típico da “brasileirada”.

Novidade

Novidade? Novidade uma banana. O Journal of Counseling Psychology, da Sociedade Americana de Psicologia, diz que “Machistas têm maior predisposição de sofrerem de doenças mentais”.

Predisposição? Que nada, os caras precisam de internação, são doentes graves e perigosos. Achar um não-machista? Fácil, tão fácil como encontrar um dinossauro na missa das oito.

Falta dizer

Muita gente fazendo trabalho caseiro, jornalistas, inclusive, e mostrando imagens pelas redes sociais, só que. Os abobados da corte colocam-se na frente de livreiros, querem dar a impressão de serem leitores contumazes. Coitados. Quem lê tem os livros no cérebro, não nas estantes. Sem falar nas depressivas e depressivos que exibem suas mansões, mas não mostram as favelas de suas cabeças.

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram Jaraguá do Sul