Num dos carnavais do passado havia uma canção que dizia – “Casamento é loteria, e eu não quero arriscar...”. Será mesmo que casamento é loteria? Hoje, sim, é loteria de pouquíssimas chances de alguém ganhar. Primeira razão, a pressa.

Os dois se conheceram ontem à noite, numa promíscua balada, como todas, e hoje já estão puxando o mesmo edredom. Pressa e falta de pudor. A outra razão do por que os casamentos não são bilhetes premiados é a falta de educação, de respeito, de sensibilidade.

Ontem, outra vez, mexendo nos meus arquivos temáticos, material antigo, reencontrei duas reportagens de jornal, não perderam a atualidade, queres ver?

Ouça esta: - “Quando falta dinheiro, os casamentos acabam”. Eram dados do IBGE de 1994... Será que as coisas mudaram? Outra manchete, da Folha: “Dinheiro é mais importante que sexo no casamento”. Credo, que gentinha.

Mas ouça ainda esta outra, de 1989: - “Aumento de divórcios preocupa os Emirados Árabes”. Sabes da razão? Dinheiro, dinheiro robusto que começou a chegar às mãos de muitas famílias em razão das riquezas produzidas pelo petróleo...

Quer dizer, de um lado a falta de dinheiro acaba com os casamentos, de outro, o muito dinheiro acaba com os casamentos. Então, vamos lá, cara-pálida, não é o dinheiro que separa casais, o que os separa é a falta de amor.

Conversa fiada essa de que a falta de dinheiro provoca divórcios. A falta de dinheiro, isso sim, une mais os que de fato se amam. Não vamos longe. Essa história de casais brigando em razão da pandemia.

Ué, mas não era o sonho dos namorados ficar juntos o tempo todo? Sim, antes da “posse” recíproca. Isso tudo deixa muito clara a necessidade de os namoros dos jovens serem eivados de sensibilidade e percepções para que observem diferenças de caráter e valores que, seguramente, não os vão unir por muito tempo.

Mas há pouco fiquei sabendo que explodiram na quarentena os namoros, as descobertas de amor nos sites de namoro. Pode isso?

Pode, inseguros não se garantem no cara-a-cara e partem para os namoros virtuais, coitados. Fique claro, quem ama o/a parceira/o ama mais ainda quando a pobreza ou uma crise bate à porta. Os demais saem correndo. Revelam-se.

Educação

Educação, valores morais, ou a criança aprende até aos cinco anos ou nunca mais. Ouça esta: - “Programas de educação sexual não mudam hábitos de adolescentes”. Quem diz isso é o British Medical Journal.

Cursos não funcionaram no Reino Unido, as gurias continuam engravidando cedo e os “bermudões” não querem saber de camisinha. Pais e filhos imprestáveis são mundiais, não apenas brasileiros... Ou corda bem puxada na primeiríssima infância ou babaus!

Pais

Neste momento, mais do que nunca, crianças, adolescentes incomodando em casa, coçando, era hora de os pais dar a eles de presente o livro “Pai Pobre, Pai Rico”.

Os pequenos mandriões bem que podiam ler esse livro e aprender a se virar de tal modo na vida ao ponto de enriquecerem. Leitura não tira pedaço e esse livro ensina muito, ficar rico sem diploma. Que tal?

Falta dizer

Malala, a paquistanesa Prêmio Nobel da Paz aos 17 anos, ela tem hoje 23, diz que a pandemia é um desastre para milhões de meninas no mundo. Elas são tiradas dos colégios, viram “domésticas” extremamente sacrificadas e são consideradas como figuras menores nas famílias.

Toda razão, Malala. Os canalhas do mundo são extremamente machistas, tanto lá fora quanto aqui, no Brasil dos vale tudo.

 

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