Já contei aqui para você de uma colega que tive, solteira e apaixonada. Todos os dias, enquanto se arrumava para entrar no ar, ela suspirava: – “Ai, se eu não casar com o Júnior eu morro”! Não sei se ela dizia isso brincando ou falando sério.

Hoje tenho certeza, minha colega era uma refinada estúpida. Como muitas, muitíssimas e muitíssimos que andam por aí. Não casar com a pessoa que imaginamos ser “a nossa vida” frequentemente é a maior graça que a vida nos pode dar. Vai saber...

Vim até aqui, paciente leitora, porque acabei de ouvir numa gravação de internet a frase de uma famosa “especialista” em amor e sexo.

Resumindo a ópera, ela disse que “ninguém completa ninguém”. Bah, mas é preciso dizer isso? Sim, é. As multidões são pífias, colocam suas vidas nisto ou naquilo, não percebem que esse vínculo/dependência é um tipo especial de algemas emocionais que apertamos em nós.

Não podemos depender de nada, num sentido maior, de nada. Nem da mulher, do marido, do trabalho, do “sucesso”, do que for. Ou vivemos uma liberdade de voo livre na vida, ou não sairemos do atoleiro do chão.

Uma coisa é gostar de alguém, de amar alguém, de gostar muito do trabalho, da função que exercemos, do que for. Outra coisa, bem diferente, é colocar a vida sobre algo ou alguém.

Aliás, pensando bem, essa dependência de colocarmos nossa vida sobre algo ou alguém vem das inseguranças interiores, dos medos, das não garantias pessoais. Sim, porque nos sabemos absolutamente indefesos diante da vida.

Quem pode provar que terá mais 30 minutos de vida, quem, quando, onde, como? Essa certeza de impotência existencial diante da vida nos abate desde o primeiro momento após o nascimento.

Agora, uma coisa é certa: quando nos prendemos a alguém, quando passamos a colocar nossas esperanças e vida em algo, esse alguém, esse algo, passará a nos ser uma preocupação permanente.

O bom seria, veja bem, seria, se não olhássemos para os lados nos condicionando a dependências, mas cuidando, isso sim, de nossas asas para voar.

O grande diacho da vida é colocarmos em algo ou alguém a nossa vida e mais tarde suspirarmos: como perdi tempo, não valeu a pena... Costuma ser tarde. Melhor é não nos prendermos tão dramaticamente a nada e abrirmos as asas para o voo da liberdade.

Repetição

Tenho batido neste tambor, paciência, dizem que a repetição é a mãe do aprendizado... Vamos lá. Os desempregados de hoje vão ter dificuldades de reempregarem-se daqui para frente.

É preciso qualificação para o cargo pretendido ou a vaga oferecida, além de bons cuidados com a “embalagem”. Roupas, cabelos, adereços, tatuagens, modo de falar, tudo vai contar na hora da seleção.

Ou qualificados da cabeça aos sapatos, ou empregos rasteirinhos.

Dureza

Quem puxar severamente as rédeas da educação dos filhos na primeiríssima infância, do nascimento até, mais tardar, os cinco anos, vai vê-los crescer fortes, moralmente saudáveis, prontos para os choques da vida.

Raríssimos pais fazem isso, os pais precisam dar limites. Limites severos, o certo e o errado, o que os filhos podem e o que não podem fazer. Perco meu tempo...

Falta dizer

Durante meu curso de Psicologia, conheci uma mulher, alemã, Anne, que dizia que os maridos são muito burros, mais das vezes.

Dizia que são raríssimos os que levantam lá da sala e vão a procurar pela mulher para dar um beijo “de graça” nela.

E eu retrucava: mas não vale para as mulheres? E ela me dizia: as mulheres fazem isso e muito mais...

 

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