Acabei de ver, acidentalmente, uma reportagem de televisão que me fez pensar na vida... Antes de dizer do assunto da tal reportagem, me permito lhe fazer, leitora, leitor, algumas perguntas, por exemplo: Você acredita que uma mulher muito “socialite” possa vir a ser uma boa companheira de casamento para um homem?

Pouco provável. E um homem “baladeiro”, desses tantos que andam por aí, será que poderá vir a ser um bom marido, um bom companheiro da mulher? Dificilmente, é o que penso. E de onde me vieram estas questões? Da reportagem a que assiste na televisão.

Era uma reportagem sobre automóveis muito caros, marcas mundiais consagradas. O primeiro carro que estava sendo mostrado e demonstrado custava 2,3 milhões de reais. O mais caro girava em torno de 4 milhões. Todos eles arrancando do zero e chegando a 100 km em 2,5 segundos.

Velocidade máxima em torno de 350 a 400 quilômetros por hora, velocidade superior a da F-1. Agora eu pergunto: quem e por que razão alguém vai comprar um carro desses, se a velocidade máxima entre nós é de 110 quilômetros por hora?

Repondo: quem vai comprar é um pobre diabo sem “potência” e querendo compensar, inconscientemente, a sua impotência com a potência do motor do carro.

O mesmo sujeito que se quer fazer valer “por fora”, pelo poder econômico, um sujeito que jamais poderá vir a ser um bom e confiável marido. É o que “eu” penso. É pensamento “meu”, direito inalienável. Se compramos um objeto que não pode ser usado na sua “totalidade” potencial, por que o compramos? Para exibicionismo pessoal.

Logo após esse programa, fui circular pelos sites de “jornalismo”. Num desses sites, uma jovem, que pensa que é atriz, aparecia vestindo uma blusa de 3 mil reais, era o que dizia a manchete. Claro que era blusa de publicidade, a “atrizinha” era apenas um cabide para a blusa, tudo visando a enganar ricaças levianas...

Ridículo, uma “blusinha” valendo 3 mil reais! Mas... Há quem compre esse tipo de produto. Quem? Mulheres vazias, sem nada na cabeça nem autorespeito. Pessoas que se querem fazer valer pelos “externos” do eventual poder econômico, coitadas... Quem precisa do “externo” para ser, nada é e nunca o será.

 

Pecado

Por que “eles” podem e elas não? Falo de padres e freiras. Acabo de girar pelos canais de tevê e num deles, mais uma vez, um padre cantando, pulando e fazendo micagens inaceitáveis para o bom clero... Por que nunca vemos freiras, vestidas de freiras, fazendo parecido, cantando e pulando num palco? Pela mesma razão de as mulheres serem proibidas de ministrar os chamados “sacramentos” da Igreja. Inventaram que o pecado veio da mulher. – Ah, esses caras na minha delegacia...

 

Ilusão

Ontem reencontrei um ex-colega, um gaúcho cuja irmã é vidente/astróloga. Conversa vai, conversa vem, joguei meu verde para colher maduro... Perguntei sobre quem mais procura pela irmã dele, a vidente. A resposta foi óbvia: mulheres. E o que elas mais desejam? Simples: “O que posso fazer para que ele me ame”? Coitadas, não se respeitam. Forçar “amor” é a mais refinada estupidez. Quem ama não precisa de sortilégios para amar...

 

Falta Dizer

Famílias frias e conflituosas, a maioria absoluta, são as que levam os jovens às drogas. Pais dignos e respeitosos fazem filhos parecidos a eles, só por um desatino da vida darão errado. E as piores famílias em educação de filhos estão da classe média para cima... Horror puro.