A Copa do Mundo apenas colocou nas manchetes alguns casos, mas como é Copa do Mundo, os casos repercutiram. Mas não foi e não será apenas nas Copas que esses ranços e putrefações do caráter masculino vão aparecer.

Eles estão por aí desde os tempos de Adão e Eva, afinal, não inventaram que foi Eva quem caiu em tentação e danou com o destino humano? Tudo muito bem pensado. Nada mudou de lá para cá, pelo contrário, as coisas vão de mal a pior e não tem havido lei para segurar a bestialidade dos homens. Ah, mas nem todos... Sim, nem todos; todavia, a maioria é tão maioria que desaparecem os verdadeiros homens.

Todos os dias, em todos os pátios de colégios, há brutalidades contra meninas. Brutalidades não combatidas e silenciadas pelas direções das escolas que temem perder clientes ou com eles se encrencar. E clientes de escolas, você sabe, são os pais dos alunos. A brutalidade contra elas é diária e onipresente.

E assim nas famílias. As “famílias”, esses tipos que andam por aí, não educam “por igual” e com disciplina “por igual” a meninos e meninas. Os guris podem tudo, as meninas são puxadas pelo freio da estupidez dos que as veem como diferentes, claro, sempre para menos...

Lei Maria da Penha é uma figura retórica. Os tribunais não gostam de julgar casos dessa lei e, não raro, mas não raro mesmo, a “pena” dada aos machos impotentes e agressores é de constranger pela tibieza. Então, que as famílias das mulheres agredidas façam a sua parte, dá para fazer muito...

Todos os dias, nos programas jornalísticos policiais da televisão, veem-se crimes bárbaros, com avisos prévios ou não, contra as mulheres que tiveram “a ousadia” de não querer mais a relação com um vagabundo qualquer, e aqui de todas as classes sociais. A educação das meninas tem que ser revolucionária pelas famílias que as têm, revolucionária.

As meninas têm que ser educadas para a reação no primeiro momento de censura, ameaça ou prepotência de um menino e mais tarde de um namorado ou marido. Diante da primeira ameaça ou proibição, a relação tem que acabar. Quando essa reação vem num primeiro momento, não haverá mais tarde os momentos de dor e sofrimento da mulher. Tudo tem que terminar no início de qualquer abuso de parte de um vagabundo, macho impotente. Reação já, mulheres e famílias.

Idade

É bom lembrar que não há profissionais jovens ou velhos. O que há é profissional atualizado ou superado. E essa atualização ou superação é decidida pela pessoa. Se ela achar que porque já está há 30 anos no mercado não tem mais nada a aprender, é bom pedir demissão e ir trocar a água do cachorro em casa. Deu. Será um alívio para o profissional e mais ainda para a empresa...

Inveja

Já que não há nada de novo abaixo do sol, eu volto a ela, a inveja. Todos temos invejas, todos. E invejamos os que estão mais ou menos ao nosso ombro, não invejamos os bem lá de cima ou os de baixo. O diacho é que inveja é falta de fé em si mesma/o. Você pode chegar onde quiser, basta querer com muito suor. E aí vai deixar de invejar a quem hoje você inveja. Sim, estou falando comigo...

Falta dizer

Do mesmo modo como repórteres devem ter sempre um bloquinho e caneta no bolso, funcionários de todo tipo também. Confiar na memória é típico dos irresponsáveis, dos que vivem “esquecendo”, errando e apontando dedos para culpados. Safados. Do “olho da rua” eles não vão esquecer...