Dia destes, comentei aqui ou no rádio, não lembro bem, que as pessoas, muitas, estão morrendo antes do tempo... Quando digo antes do tempo, estou querendo dizer que hoje, dadas as possibilidades da ciência e dos conhecimentos apurados da Psicologia, o ser humano alcançou uma formidável oportunidade de viver longamente e... de um modo menos sofrido. Não entendi, menos sofrido? Sim, menos sofrido. As pessoas “sofrem” demais e por ninharias inúteis e quase sempre estúpidas. Sim, mas quem vive assim? Quase todos, e para falar a verdade, não conheço quem não viva assim. Faço pesquisas, vou atrás de informações de toda sorte, procuro de todos os modos conhecer um pouco mais o ser humano... Perda de tempo. Não conheço qualquer grupo onde se observe longevidade e paz, sinônimo de saúde e felicidade. As pessoas que se dizem religiosas, iogues, meditadoras, isso e mais aquilo, só faltam morder a corda da vida em que se amarram... Mas muitas dessas pessoas vivem dizendo que encontraram a paz, que vivem bem, mentira delas. E digo o que digo, porque todos os dias lendo obituários fico sabendo de pessoas que morreram jovens, isto é, antes dos cento e tantos anos... pessoas que morreram do coração. Disse errado, pessoas que “mataram” o coração delas. O coração não mata, o coração é assassinado pelas longas, repetidas e estúpidas reações emocionais dos seres humanos. Fora as cardiopatias congênitas, (e essas não valem) o ser humano mata-se pelas emoções que vão destruindo a saúde cardíaca a partir do gotejamento continuado dos hormônios do estresse: cortisol e adrenalina. Precisamos desses hormônios em momentos especiais, como, por exemplo, enfrentar um leão furioso ou dele fugir... Nesses casos, vamos precisar de mais força nos músculos, (adrenalina e cortisol no sangue) tanto para correr quanto para enfrentar a fera... Mas onde anda esse “leão”? Aí é que está, o “leão” que faz o nosso coração bater mais forte, quase todos os dias, são as nossas reações diante dos nossos valores/riscos. Tudo o que nos faz acelerar o batimento cardíaco nos mata um “pouquinho”, e no acumulado do tempo, das emoções ruins e repetidas, o pobre coração fraqueza, entra em colapso, enfarta... Mas tudo começou lá atrás, nos primeiros anos de vida e de consciência, desde que começamos a dar valor a certas coisas. São os nossos “valores” que nos matam. E a pergunta final é: o que mesmo vale a pena? Só a vida e a paz. Dependem de nós, não do coração, coitadinho desse pobre infeliz que apanha desde que nascemos... Medo O estresse é irmão-gêmeo do medo, é o medo que nos tira do sério e faz-nos bater mais rápido (e danosamente) o coração. Quanto menos medo, quanto mais nos desligamos e nos desapegamos de tolices na vida, menos estresse, menos doenças, menos infartos. Viu, Nani, é fácil! Fácil uma ova. Somos muito estúpidos. Sabes quando o ser humano se desapega das imbecilidades da vida? Na UTI... Falta dizer Jovem cantora, sempre com violão, cintura delgaçadíssima, disse, dia destes: - “Se não estás feliz, termina”. Falava de amor. Mas vive encrencada no coraçãozinho. Termina, termina, quero ver... É fácil falar para os outros.