Desculpe-me mas se ninguém disser nada, vai ficar pior, muito pior. Acabei de passar por dois idiotas. E como sei que eram idiotas? Os dois, lado a lado, com fones nos ouvidos e olhos grudados no celular. Pode uma estupidez dessas? Que tipo de “notícia” estava vendo e ouvindo? Notícia? Informação séria? – Ah, fala sério... É o que mais se vê nas ruas, parvos com os ouvidos “ocupados” por bobagens e olhos melados em imagens e textos cheios de erros. E era aqui que eu queria chegar, textos errados, linguagem vulgar, plena de gírias baratas e a revelar claramente a personalidade pobre. Dia destes um escritor americano falou exatamente disso, falou que os namoros, que os “xavecos” de hoje são quase todos por meio de celulares, por mensagens escritas e mal escritas. Ou como seria diferente? Se 85% dos estudantes brasileiros só tiram nota acima de 5 em português quando “colam”, como esperar que se expressem em bom português quando estão nas mensagens virtuais, as do celular, por exemplo? Mas veja o que acontece, de um lado uma analfabeta, semianalfabeta, para não magoar muito, e de outro lado um cara do mesmo tipo, esperar o quê de um encontro desse tipo? E essa é a regra absolutamente geral, sem essa de que “os meus não”, os meus são diferentes! Serão? Hummmm. Um texto, uma mensagem envolve duas credenciais: a ortográfica e a de conteúdo. Como são escritas as palavras, como é a sintaxe, a conjugação verbal, tudo; e de outro lado o conteúdo, o que é dito, que tipo de mensagem é passada. Diante disso, do que se vê nas ruas, dos tipos que se multiplicam numa cópia do que há de pior na condição humana, de como esperar bons casamentos, negócios honestos, bons alunos em sala de aula, bons cidadãos, profissionais qualificados e éticos, como? Imagino os namorados no celular. - Diz ela no texto digitado no celular para o namorado, o “bermuda”, que está de fato de bermuda, tênis, boné virado e tatuagens: - Eu gosto de “peçego”, amor! E ele responde: - E eu me atiro num “abacachi”... Que par perfeito, que lindo casamento vão fazer... Ah, e quando se “ajuntarem”, sim, porque casar está fora de moda, vão passar a lua-de-mel em Miami. Socorro!

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