Caim matou Abel. Eram irmãos. Uma história fajuta, inventada por homens para ilustrar suas intenções de manter pessoas subjugadas aos medos. Os prepotentes, os ditadores, os chefões do passado não eram respeitados como desejavam.

Foi por isso que espertalhões inventaram as religiões e os livros “sagrados”. Tudo para dar medo, medo de castigos “divinos” aos ingênuos. Caim matou Abel.

Dois irmãos jamais deveriam chegar a esse ponto. Chegam. E chegam com uma frequência assustadora, não digo ao ponto de matar, mas de pintar e bordar para ferrar o outro ou ambos entre si.

Dou estas voltas, leitora, pensando em duas mulheres, cantoras, bem conhecidas, viviam subindo aos palcos da vida para cantar, festar, ganhar aplausos e muito dinheiro. A corda entre ambas, todavia, arrebentou. Separaram-se. Ninguém sabe da razão básica da separação.

Uma diz chorar num canto, a outra se queixa em outro canto e assim estão vivendo. Hoje cada uma delas canta sozinha. Duas irmãs. Diga-me se não era para as duas ficarem juntas até o fim dos tempos?

Em princípio sim, mas... Elas têm o mesmo sangue. E o parentesco que era para ser elo inquebrável de amor e constância não tem nada disso. O que mais se vê são brigas familiares. Caim matou Abel por ciúmes, por achar que o pai gostava mais do Abel.

Mesma coisa que acontece por aqui, entre nossas famílias. Aliás, um pai, uma mãe, diante de três filhos são três pessoas diferentes. Ainda que os filhos falem aparentemente por igual dos pais, eles veem os pais de modo diferente.

E vem dessas diferenças de percepções, as diferenças de ações e reações dos filhos diante dos pais. – “Ah, eu sou igual para os meus três filhos”! O pai e a mãe podem dizer isso, mas os filhos se veem diferentes diante do que sentem vindo dos pais. E essa é uma das razões das costumeiras desavenças.

É o incontestável – mundo dos diferentes percebedores – que se estuda na Psicologia. Voltando à origem da conversa, não me aquieto com a separação das duas irmãs cantoras.

O que pode haver de tão ruim entre uma e outra ao ponto de se separarem? Penso que nada que não pudesse ser resolvido com uma boa conversa de “manas”, um abraço e um beijo. Um dia uma delas vai se arrepender tristemente, será tarde.

VERDADE

Acabei de ler o livro – “Você aguenta ser Feliz?”, do publicitário Nizan Guanaes e do psiquiatra Arthur Guerra. A certa altura, no livro, Guanaes diz – “Você olha o Instagram e só tem gente feliz, feliz, feliz. Ali são todos felizes”. Nizan, vivo dizendo isso por aqui! Nas redes sociais “todos” mentem, sem exceção, mas é aquela coisa, sei das minhas mentiras, mas acredito nas mentiras alheias. Nas psicoterapias modernas, alguns “mestres” estão receitando “uma semana sem celular”. Coitados!

INVEJA

Todos negamos a inveja dentro de nós, é que sentir inveja é sentir-se menor, afinal, não conheço quem inveje um mendigo... Agora, tem uma coisa, o que invejo costuma ser algo que me é possível, nunca vamos invejar o que sabemos ser-nos impossível. Então, por que não sair do atoleiro e mandar ver? Porque dá trabalho e nos sentimos frouxos. Melhor então é invejar e desejar o pior para o invejado. Credo!

FALTA DIZER

É bom abrirmos os olhos, quem quiser ser tem que sentir “dor”, a dor dos sacrifícios para chegar ao pódio. Lutador, vencedor, corredor, nadador, merecedor, e quantos outros que agregam “dor” aos seus títulos? Água benta, isto é, suor, faz bem.