Luz vermelha, mas e daí? Você sabe que o mundo está cheio de “desatentos” que passam com o sinal vermelho aceso, piscando... O que vou dizer tem uma incandescente razão. Ela está à minha frente, é um livro. Antes de dizer desse livro, deixe-me falar um pouco “da luz vermelha”.

Ninguém, mas ninguém mesmo, me vai querer convencer que faz negócios o dia todo, que dorme fazendo negócios, que acorda fazendo negócios, certo? Então, por que essa multidão de tolos pelo mundo todo com o celular na palma da mão o dia inteiro, o olhar fixo, os dedos ágeis correndo sobre o teclado para mandar ou responder a mensagens inúteis, vazias?

O livro de que falei foi lançado no Brasil com esta manchete na página de crítica literária dos jornais: - “Vício em celular é semelhante a crack ou heroína”, afirma autor. O autor é o americano Adam Alter. E o livro se chama “Irresistível”. Será mesmo que o “vício”, esse que se confunde com os transtornos do consumo de heroína e crack, é tão irresistível assim? É, como o são todos os vícios.

Quando você fala com um “dependente”, seja do que for, ele diz que se controla, que só faz o que faz quando quer, que não há perigo. O viciado tem um bom discurso. Agora, me diga, tem cabimento uma pessoa passar, como essas multidões que andam por aí passam, o dia todo com o celular na palma da mão, perdendo tempo e se encrencando psicofisicamente? Luz vermelha para elas.

Sim, porque o vício com o celular está provocando todo tipo de doença mental, inquietações emocionais, cânceres e loucuras de toda sorte. E as pessoas, mais tarde, quando doentes ou internadas, se puderem falar, não vão atinar que chegaram aonde chegaram por vício e culpa do celular. Perdão, o celular não tem culpa, a culpa está nas vidas vazias que não dispensam as falsas curtidas. Enganam-se e enganam os outros. Circulo vicioso. Bem vicioso...

E é bom lembrar que “um vício se instala quando a mente associa um hábito ao alívio para o sofrimento psicológico”. Mas eu pergunto: sem o celular, o que pensariam, com o que se preocupariam essas multidões que passam o dia olhando para o celular? O celular na palma da mão, para mensagens vazias, provoca infelicidade, mas os “espertos” acham que se divertem, não é mesmo, Dr. Psiquiatra?

Alerta

São sempre em carros “pobres”, carros de pouco valor, ninguém faz isso com carrões de ostentação. Falo do crime cometido por muitos falsos espertos, não os quero chamar de ordinários... Os caras retiram da parte de trás do carro as identificações de marca e modelo, tudo para burlar radares e anotações diante dos eventuais, e bem possíveis, crimes de trânsito. Esses caras têm que ser ferrados, bem ferrados, não podem andar por aí. Ferrados, eu disse.

Tristeza

Num quadro de 70 países, o Brasil está no 59º lugar em proficiência em leitura, segundo avaliações escolares internacionais. Os jovens brasileiros não leem, quando leem não entendem e quem não entende diferentes textos nada será de admirável na vida; o sujeito não vai entender a receita de uma gemada... E por que vão mal em leitura? Por vadiagem pura, puríssima.

Falta dizer

E aí, estás com todos os endereços em ordem para ir em busca de emprego? Então, antes de sair de casa, revises as unhas, os cabelos, as tatuagens, as roupas, os sapatos, a língua para falar de modo correto e nem pensar em boné e adereços de “carnaval” pelo corpo. Certo? Então podes ir, boa sorte!