Será mesmo que há verdades ocultas? Faz tempo que aprendi nos estudos de psicologia que o ser humano se revela por todos os poros, basta que tenhamos olhos de perceber (que é mais do que ver) e ouvidos de escutar (que é mais do que ouvir...). Quando escutamos e quando percebemos jogamos a mente sobre o que é visto e ouvido, e vemos melhor e ouvimos com mais apuro... Os motivados, os “amigos” têm esse apuro dos sentidos, a maioria não...

Sempre que posso, e o jornalismo e a psicologia me ensejam as melhores oportunidades, ouço policiais, médicos, psicólogos e pessoas de lidas com o povo, ouço-os e faço-lhes perguntas. Do que ouço, salta aos olhos que há muitas formas de suicídio.
No convencional, suicídio é tabu para a imprensa. Idiotas inventaram que quanto mais você falar de suicídio mais vai induzir pessoas ao suicídio, estúpidos. Pelo contrário, quanto mais você falar das inutilidades do suicídio, mais você vai trazer de volta à vida pessoas hoje sacudidas por transtornos...
Mas para que nos evitem que façamos uma formidável tolice contra a vida, precisamos de amigos. E aí está o grande problema, amigos. Onde encontrá-los nessa azáfama em que vivemos cercados de conhecidos e órfãos de amigos? Já contei aqui que nos meus 57 anos como jornalista de rádio, jornal e televisão apenas numa única e miserável vez encontrei um colega que me ajudou.
Eu estava indo “lá dentro” mandar um chefão aos diabos, mas estava indo com a fúria do Juízo Final, o desgraçado ia ouvir o que era bom... Um colega me viu resfolegante, pegou-me pelo braço e me perguntou aonde eu ia... Disse-lhe. E ele me fez a pergunta inesquecível: - “O que tu vais fazer vai melhorar a tua vida ou pode piorá-la”? Caiu-me a ficha. Nunca, ninguém me havia dito coisa parecida, pelo contrário, sempre encontrei, encontramos, incendiários pelo caminho, gente que joga gasolina na nossa já ardente fogueira.
Discutir questões que nos estão abatendo é coisa de amigos, dos que nos mandam sentar e ouvir, dos que nos apertam o braço e nos chamam de loucos...
Discutir abertamente o suicídio é conscientizar pessoas de que não há problema sem solução e que, não raro, a solução que imaginamos não passa de uma refinada tolice, nem quero dizer irremediável estupidez. Você tem “amigo”, nem digo amigos, desse tipo? Duvido. – Ah, pai e mão não valem... Tem coisa nenhuma. Há muitas formas de suicídio, os amigos sabem disso, mas é bom que lembremos que “nós” devemos ser os amigos dos nossos amigos...
Ela
O colega veio lá de dentro, tomando um cafezinho. Conversamos no corredor. Lá pelas tantas, ele me diz, sabes a fulana, bah, gosto muito dela mas ela não é nenhum pouquinho vaidosa, é até um pouco atirada...! Conselho que dei a ele: esquece, mulher atirada nem pensar. Imagina em casa então... Ademais, vaidade é o melhor cosmético para nós todos. Claro, a vaidade do ser cada vez melhor..
Falta dizer 
 
Manchete: - “Políticos não têm interesse de combater a corrupção” Quem disse isso foi um da “justiça”. E ganhar auxílio-moradia sem precisar não é gravíssima falta ética? Espelho, companheiros!