Diz o ditado que – Tudo que é demais aborrece. E quem se atreve a contestar? Gosto de mousse de maracujá. Bah, se gosto, mas... Se o tiver que comer como sobremesa todos os dias, daqui a uma semana vou sair correndo se me oferecerem mousse de maracujá... É assim para tudo na vida. Mas será mesmo assim?

Já ouvi – faz tempo isso – (hoje está fora de moda) muita gente dizer que – Fulana foi, é, mulher de um homem só... O curioso é que nunca ouvi alguém dizer que – Fulano foi, é, homem de uma mulher só...

Este momento por que passamos é um momento que enseja às pessoas todo tipo de loucura e ainda assim passarem por sãs, por equilibradas, saudáveis... Que horror, só estão faltando dar nó em pingo d’água de tão loucas que estão...

Chega de rodopios, ao assunto de hoje! Li num jornal de São Paulo, caderno de empregos, uma frase de um jovem paspalho, desses quase todos que hoje andam por aí, bobocas se achando os tais... Coitados, sem o celular na palma da mão não sabem dizer bom-dia, trouxas.

Pois esse sujeito da reportagem do jornal, ele tem 21 anos, está entrando no mercado de trabalho e diz que – “A vida é curta para trabalhar num só lugar”. Ele é mais um dos parvos de hoje que quer “muitas” experiências, passar por várias empresas, sempre subindo e ganhando mais e mais, tudo rápido, a presidência da empresa, se possível... Otários.

O que penso? Que tudo o que é demais aborrece e revela personalidade. A carteira de trabalho é um atestado de conduta, de qualidade moral, claro, quando bem analisada.

Quem vive “borboleteando” de uma empresa para outra revela-se. Cuidado com esse tipo, quais os motivos pelos quais ele não para por mais tempo numa empresa/segmento? Vale para o sujeito que vive trocando de “esposa”, uma, duas, três... Ah, vai te catar, ô cara! Vergonha nessa cara, tu me vais querer dizer que são sempre as mulheres que não prestam?

Agora, que fique claro, no trabalho posso ter passado por várias empresas, mas sempre na mesma área e buscando os mesmos projetos... As mudanças podem se dever às circunstâncias, não à minha vontade de andar para lá e para cá, o que tipifica desorientação existencial e falta de qualidade. Vale para o casamento. Um é certo, dois é possível, três é caráter que não presta. E estamos conversados. Que babaquice é essa de que são sempre os outros (elas) que não prestam? Ué, gente!

Fora dos casamentos “sexuais”, o melhor, o que deve ser o único na nossa vida, é o casamento com o trabalho. Uma carreira, por amor e para sempre. E aí estará a felicidade.

ABUSO

Cumprimentar com o chapéu alheio é cinismo e deve levar à devida reprimenda os safados. Falo de quem procura “legalizar”, alongar licenças especiais no trabalho, tipo licença-paternidade. Que conversa é essa de o marido ficar em casa por 20 dias após cada filho? Fazendo o quê? E quem paga pelos prejuízos da empresa? Já não basta a longa licença-maternidade? Sempre o empresário pagando pelos patos alheios? Até quando, falsos?

NÓS

Faz bem à saúde moral nos colocarmos no lugar dos outros, eventualmente. Se a empresa fosse nossa, gostaríamos de ver nossas funcionárias saindo por muitos e muitos dias, e levando junto seus maridos, para uma licença sobre a qual nada temos a ver? É bom nos colocarmos no lugar dos empresários, dos que geram nossos empregos e nutrem nossas mesas de família... É bom. O mais é festa e folga...