Uma pessoa sem nenhum estresse está morta, uma pessoa com muito estresse vai morrer mais cedo. Não há meio termo. O estresse mata, não o estresse propriamente dito mas os efeitos que ele produz cumulativamente no corpo humano. E antes de entrar no assunto, é bom apenas lembrar que estresse é um modo muito pessoal de reação da pessoa diante de um estímulo, seja qual for o estímulo. O que a faz estressada, leitora, pode me fazer rir e assim em sentido contrário. Não há estresse por igual e diante de todos. Ponto.

Faz tempo que pesquisadores paulistanos descobriram que o que mais estressa a população de São Paulo é a vida familiar, o marido, a mulher, os filhos ou a família de um modo geral. Tem cabimento? Claro que tem, haja vista as famílias que andam sendo constituídas por aí, de famílias só as aparências, e quanto mais favorável a condição financeira dessas famílias, bah, a coisa vai piorando...
Outra coisa. Depois das questões familiares, o trabalho é o que mais destroça a saúde das pessoas, a coisa anda em torno dos 80%. E a pergunta é – por quê? Muito simples, porque as pessoas não gostam do que fazem, estão naquele trabalho só pelo salário. E esse continuado desprazer produz um estresse especial, que envenena o sangue, todos os órgãos e até as tripas. O preço será o da saúde combalida e da morte mais cedo. Mas que fique claro: ninguém é obrigado a fazer o que faz, ninguém.
Às últimas horas estava lendo num jornal de São Paulo sobre as doenças mentais que estão derrubando a população mundial. E o que mais está acabando com essa população é o trabalho, aquele trabalho de que falei; ia ficar com pena dessas pessoas, mas não vou, que se danem, são tão desaforadas para tantas coisas e tão toscas para elas mesmas? Se se dizem livres para tudo, ou assim se acham, então, que se ergam da cadeira da covardia e deem um jeito na vida, no tal estresse do trabalho. Se não reagirem, é melhor ir fazendo amizade com um bom coveiro. Mas que fique claro, o trabalho não estressa, não mata, o que mata é o desprazer por ele.
Privilégio
Não deve haver foro privilegiado para ninguém, se um “vagabundo” travestido de autoridade cometeu um crime que pague por ele como outra pessoa qualquer. O único “foro privilegiado” que deve haver é o do caráter. A pessoa boa, honesta, tem que ser tratada com especial respeito e consideração. Aos outros, ferro, ferro pesado!
Falta dizer 
Perguntava o site de notícias – “Por que muitos relações conjugais resistem a longos períodos sem sexo”? Ora, porque há outros tipos de sexo compensatório, como, por exemplo, o companheirismo, a boa conversa, o sentir-se a pessoa simplesmente feliz por estar ao lado dele ou dela. É para poucos...