Mais um

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

sexta-feira, 12:30 - 23/02/2018

Luiz Carlos Prates

Isso mesmo, leitora, leitor, mais um..., mas antes que eu diga quem é esse mais um, deixe-me lhe fazer uma pergunta. Aliás, essa pergunta foi feita pela primeira vez por Adão, pergunta, é claro, dirigida a Eva, afinal, não havia mais ninguém por perto. Perguntinha bem antiga: - Qual o sentido da vida?

Não, não adianta revirar os olhos, você não me vai dizer qual é o sentido da vida simplesmente porque não há sentido, não um sentido “oficial”, natural ou divino... Às vezes, olho para um cachorrinho e pergunto a ele: qual é o sentido da tua vida, bichinho? Acho que ele olha para mim e me responde com o rabinho: - Tu sabes que não há sentido!

Bom, mas se não há sentido, qual o sentido então? Todas estas voltas, leitora, tem uma razão. Acabei de ler uma entrevista de Phil Collins e fiquei piscando os olhos...

Antes de mais nada, devo dizer que Phil Collins não é da minha tribo, estou noutra, mas... Respeito os que se destacam e escrevem seu nome na vida, como Collins, cantor e baterista inglês.

Phil Collins como cantor e baterista fez, pintou e bordou junto a grandes nomes da música inglesa e internacional, porém... Quando ia chegando aos 70 anos, ele tem hoje 76, achou que estava cansado de viagens, de ficar longe da família, enjoado mesmo de toda aquela rotina de músico internacional. Decidiu parar. Foi para casa curtir a vida... Curtir a vida? Só um imbecil curte a vida sem fazer nada, mesmo que tenha muito dinheiro.

Phil conta que alguns dias depois de parar começou a beber, a beber, a beber... virou alcoólatra de quatro costados, de precisar ser internado. Tudo porque descobrira o vazio existencial de ficar olhando para as paredes. Não aguentou. Lavou o rosto, arregaçou as mangas, parou de beber e voltou a cantar e tocar. Está felicíssimo.

Quer dizer, Phil Collins, a exemplo de multidões, descobriu que o sentido da vida é dado por nós, não há sentido... Ou melhor, há sim: trabalhar, nunca ficar parado. O trabalho nos anestesia da consciência maleva da finitude, da morte. O trabalho nos eleva e distrai, o trabalho é o sentido da vida. Vai lá, Phil, sacode essas baquetas da bateria e ergue a voz num blue... Nas baquetas da bateria e na tua garganta, Phil, está o teu sentido da vida. E tu foste mais um a descobrir esse sentido.

Imitação

Os japoneses lançaram dia destes uma novidade na televisão nacional deles: uma apresentadora robô, a Erica. Ela lê as notícias, pisca os olhos, mexe as sobrancelhas, sorri, gesticula com as mãos, ninguém diz que é um robô. Mas estou achando que os japoneses estão lançando uma cópia, uma imitação barata. Eles devem ter vindo ao Brasil ver televisão... E voltaram com a ideia da apresentadora/or robô, parece que foi o que eles mais viram por aqui...

Falta dizer

Vou repetir o convite: quando você for a Curitiba, ao Paraná todo, não esqueça de ligar sua tevê na Rede Massa de Televisão (a do Ratinho). Estou também lá, no telejornal SBT-Paraná, às 19h15.

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