Mais um nome para o meu arquivo temático, arquivo de assuntos humanos envolvendo pessoas que ou não estavam na lista ou já eram esperadas... Do que falo? Da felicidade. Tenho mais um nome de pessoa famosa na lista dos assustados da vida. E já digo de saída que quem é feliz não adoece, aliás, tenho um livro com título parecido: “Quem ama não adoece”. Amar é ser feliz... pois não?

Você já ouviu falar de Antônio Banderas, não ouviu? Banderas, espanhol, 59 anos, ator, famoso e rico. Um ídolo das mulheres. Então, vamos lá. Um sujeito de 59 anos, um garotão para a vida, bonito, famoso e rico, bah, o que mais um sujeito pode querer? Muito pouco, não é mesmo? Pois é, mas o Banderas andou “tropeçando” na avenida da vida. Teve um daqueles infartos de derrubar torres de igreja. Mas o bonitão escapou. E depois de ter visto de perto a “monja da foice”, fez frases que me trazem a esta conversa.

Antônio Banderas, como outros tantos que levaram um inesquecível susto na vida, agora diz que era um tonto, que corria atrás dos ventos, que lutava por coisas sem valor, que não admitia ser feliz sem ter isto ou aquilo, mas... que agora tem outra visão da vida. O que me incomoda nessa história, leitora, é que esse parece um mantra dos humanos: só acordar depois do tombo.

Feliz é a pessoa que – antes de tudo – se alisa de cima a baixo e se constata com saúde; a primeira e maior riqueza da vida está garantida: tenho saúde. É o que devíamos pensar. Mas não. As pessoas só descobrem os bens da saúde, da vida em família, dos amigos, do trabalho, da liberdade e... E o quê? Chega, isso é tudo. Tudo o mais é secundário na vida, mas só “descobrimos” isso depois do tombo. Somos estúpidos? Muito. Quantos até hoje olharam para o Banderas suspirando para estar no lugar dele. Mas ele, todavia, andava nos círculos da estupidez, até que caiu, levantou-se e diz ter mudado, finalmente. Teve sorte, saiu com vida. Outros, muitos outros parecidos com ele, tiveram um único tropeço, o derradeiro. Quem ainda não caiu que se cuide e descubra, em tempo, o que de fato vale a pena na vida. E a lista do que vale a pena começa com a palavra “saúde”.

Declaração

Completando o discurso aí de cima, é bom ouvir o Antônio Banderas falando dele depois do susto. Disse assim: - “O infarto, a cirurgia e a recuperação abriram-me as portas para coisas realmente mágicas. Perdi minha ansiedade, perdi a obsessão por aquela coisa especial que eu absolutamente tinha que ter para ser feliz ou bem-sucedido. Recuperei o prazer de atuar. É como se a vida tivesse me dado a possibilidade de ver tudo sob uma nova perspectiva. Estou num momento de grande tranquilidade”. Pois é, Banderas, mas como ser humano que és, só abristes os olhos para as belezas da vida depois do quase beijo da monja da foice...

Infelizes

Infelizes, para não dizer pior dos paquistaneses e suas autoridades... Veja a manchete: - “Paquistanesa de 25 anos é morta pela família por querer casar com um italiano”. Pobres garotas, são obrigadas a casar com vermes, sem liberdade de escolha afetiva. Mulheres-objetos de família, sem vontade, sem vida. Sociedade de homens impotentes e malditos.

Falta dizer

Volto à minha campanha, afinal, a repetição é a mãe do aprendizado... Papai e mamãe, no aniversário de 15 anos de seus filhos deem de presente a eles uma... assinatura de jornal. Vão crescer fortes, respeitados, “temidos”.