Quando me decidi por Psicologia na universidade, não pensava que um dia estaria aqui, com você, para falar da vida. Naquele tempo eu erra narrador de futebol, narradores de futebol são o umbigo da vida, uma classezinha de doer, bah, sei bem... O mundo gira em torno dos olhos de um locutor de futebol, êta, grupinho danado... Engraçado, acabei de escrever locutor e o computador grifou em vermelho... Fui reler e tinha escrito “loucutor”, muito freudiano esse meu equívoco...

Enfim, estou aqui para falar da vida. Curioso, o futebol é sempre o mesmo, onze daqui, onze dali, a mesma bola, o mesmo gramado, tudo por igual, igualzinho desde Adão e Eva... A vida aqui fora também. Veja, por exemplo, esta manchete que acabei de ler no site UOL, uma pesquisa feita por cientistas sociais nos Estados Unidos: - “Com Internet, cada vez mais jovens sofrem com depressão e ansiedade”. Tem cabimento? Claro que tem. Internet, como sinônimo de trabalho, é a invenção de todos os séculos, mas como “diversão” e busca de afirmação social é um velório. Um velório de almas, de entusiasmos e esperanças.

Por quê? Ora, fundamentalmente porque nessas redes todos mente. Todos. Não há um ser vivo sobre a Terra que não minta nas redes sociais. Quem disser que não mente, aí estará o maior dos mentirosos/as.

Quando eu minto para os outros eu sei que estou mentido, que a minha vida, a minha mentirosa felicidade não está comigo, mas com os outros... só que os outros também mentem. Preciso ter muitos, muitos, infindáveis e cada vez mais “amigos” e curtidas nas redes sociais. Um poço sem fim, porque sem fim é a minha estupidez.

Nem é preciso falar que a “solidão” é característica maior das pessoas mais grudadas nas redes sociais, solidão, sim, posto que (embora) viva a pessoa cercada de muitas outras. A solidão vem dos vazios das pessoas, já disse que quem tem vida interior não sente solidão. Poucos, esses...

As redes sociais, o semianonimato, fortalece os ânimos para a agressividade, e quanto mais frustrada a pessoa, mais agressiva ela se torna. Uma agressividade que tanto pode ser jogada para fora quanto para dentro... E quando internalizamos as agressões produzidas pelas frustrações, desenvolvemos o que em psicopatologia se chama de doenças “psicossomáticas”. As mais comuns...

Redes sociais? Não servem para absolutamente nada, senão para agravar angústias e depressões, não se antes, é claro, ser uma tentativa de tapar o sol gelado de muitas vidas com a peneira das ilusões...

POLÊMICA

Era isso o que a manchete dizia: - “Polêmica na zona sul do Rio – prédio em Copacabana é acusado de instalar “chuveiro” anti-mendigo”. Não vejo nada de errado, os caras do prédio instalaram um “pinga-água” sobre a calçada para evitar ajuntamento de desocupados... Opa, quis dizer cidadãos em condição de rua. Ora, vão trabalhar vadios. Cumprimentos, pessoal do prédio!

ELES

Jovens, provavelmente  alunos e ex-alunos de uma escola pública em Alvorada, no RS, quebraram todos os mobiliários do colégio, quebraram extintores de incêndio, danificaram a rede elétrica, vandalizaram na quadra de esportes da educação infantil, tudo, nada ficou inteiro. Que outro motivo pode haver senão frustração e ódio contra o que significa uma escola? Esses vagabundos vão arder a língua no inferno da vida. Mas tinham também que levar uma “coça” inesquecível; na “minha” delegacia, quem sabe... Eles não podem continuar inteiros, opa, quis dizer impunes...

FALTA DIZER

Conselho de Barack Obama – “Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que o avisem quando você erra”. A essas pessoas costumamos mandar longe. Estúpidos. Preferimos a anestesia das mentiras.