Às vezes é interessante engolir sapos, sapinhos... Muitas vezes é-nos interessante fingir que não ouvimos o que ouvimos ou então dar ao que ouvimos uma nova interpretação. Vou clarear o assunto. Você sabe, por exemplo, que não é fácil a vida conjugal, nada fácil. Depois de alguns poucos dias de lua-de-mel deixamos cair as nossas máscaras, máscaras que foram usadas por interesse, o interesse de fisgar ela ou ele... Uma vez fisgado/a, adeus tia Chica, caímos na rotina do convívio... E a rotina acaba por matar as delicadezas, as mesuras. Aliás, os cuidados que devemos ter no casamento, devemos de igual modo ter no ambiente de trabalho. Mesma coisa. Ambas as situações são casamentos...

Se você não for casada, casado, não faz mal, sempre haverá alguém por perto de você que a/o pode magoar. Mas cuidado, bem que pode ser que a pessoa não tenha tido a intenção de magoar. Aí é que está o furo da bala, bem que a pessoa pode ter sido apenas inábil, sem jeito, tosca mesmo... E se você ouvir alguma coisa desagradável a você, é saudável dar de barato que a pessoa que a/o feriu foi desatenta, até mesmo que não tenha tido a intenção de dizer o que disse. Pronto, pensar assim, sem ser ingênuo/a, faz bem ao relacionamento e à sua saúde mental. Vale para os desacertos no trabalho, onde, aliás, encontramos muita gente grossinha, grossinha, bah. Você dá um pedaço de chocolate a alguém e o alguém pega e lhe vira as costas, coisas assim... Ou o colega, ele ou ela, faz uma observação que o/a fere... Teria sido intencional? – “Ah, ele não quis ofender”! Pensar assim pode levá-lo/a à condição de pessoa tola ou também pode lhe aliviar a cargo dos convívios. Enfim, repensar o que foi ouvido e dar um desconto. Aliás, falando disso, lembro daquela cadeira de estudos na Psicologia, aquela do – “O Mundo dos Diferentes Percebedores”. Ninguém ouve por igual, interpreta por igual a mesma frase, dita do mesmo jeito e pela mesma pessoa... Cada um tem um jeito de ouvir e entender. Menos mal. Quanto a mim, tenho tido paciência de filó com algumas pessoas, até colegas. Grossos como troncos de árvores centenárias... Fazer o quê? Ou fingir que não ouço ou dar o troco, dado o troco o tosco vai se sentir ofendido. Melhor é calar, mas marcar na paleta, na paleta do silêncio... Brigar não, pode ter sido mau jeito da pessoa...

REVELAÇÃO

Esse assunto aí de cima faz lembrar mais uma vez a frase do padre jesuíta Baltazar Grácian (1601...): - “Fala, se queres que te conheça”. Prestando bem atenção ao modo como as pessoas falam, o que dizem, pronto, não haverá segredos. Nos revelamos por todos os poros e mais que tudo pelos deslizes e revelações da língua. E quem tiver bons ouvidos vai acabar solteiro, solteira, ele ou ela ficarão nus ao falar. Será um Deus-nos-Acuda...  Psshh!

RELIGIÃO

Detesto falsos beatos, ou você conhece algum beato sincero? Pois esses beatos querem de qualquer modo o ensino religioso nas escolas públicas. Religiões criam e alimentam ódios, ressentimentos, culpas, ansiedades, pecados, medos, tudo o que há de ruim. Sem falar nas guerras e atentados de todo tipo, tudo em nome de deus... Caiam fora. O que temos que ensinar aos jovens é Educação Moral e Cívica, muita ética. E pronto, o “céu” estará garantido.

FALTA DIZER

Você sabe de onde vem o seu “destino”? Em quase tudo, vem de seus pensamentos, decisões e caráter. A sorte na vida nós fazemos, com o que decidimos na cabeça. É assumir.