Elogios? Nem pensar

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

terça-feira, 12:30 - 06/02/2018

Luiz Carlos Prates

Tudo bem, dou de barato que ela é jovem, tem 22 anos... Ainda tem pela frente uns dois ou três para cair na realidade. Depois disso, depois dos 25, é proibido ser ingênua no trabalho e menos ainda no “amor” ...

Essa mocinha está terminando um curso de engenharia em São Paulo e procura por uma empresa para estagiar. Sem estágio, pouquíssimos futuramente vão se colocar no mercado. Na entrevista que a moça deu e eu li num jornal paulistano ela disse que – “Procuro uma empresa em que eu saiba que vou ser valorizada”. – Ah, menina, tira teu cavalinho da chuva, é mais fácil ganhares sozinha na Mega-Sena que encontrares uma empresa que reconheça talentos, esforços, qualidades e diga isso aos funcionários.

As empresas podem, é claro saber das virtudes deste ou daquele funcionário, mas daí a dizer isso a ele ou a dar-lhe o devido respeito e salário vai uma grande distância...

Uma das razões desse deserto de reconhecimentos no ambiente de trabalho vem de duas fontes: a primeira é a cegueira de que chefia, e a segunda é o mau uso que pessoas elogiadas costumam fazer com o elogio ou reconhecimento expressos. Muitos desses elogiados saem pelos corredores a pedir aumento de salário, os burros não sabem que o elogio é o primeiro estágio para futuras conquistas, mas os néscios não entendem isso.

Reconhecimentos dentro da empresa? Sossegue o facho, não vais tê-los. Certo? Acho bom.

E, olhe aqui, nem no casamento fique a esperar por elogios dele ou dela, isso só acontece, quando acontece, nas primeiras três horas de lua-de-mel, depois, nunca mais... Nunca mais, não, um dos dois ele ou ela pode estar com febre e com febre dizemos coisas agradáveis...

Ah, e outra coisa. Procure, garota paulistana, merecer elogios de você mesma, um elogio sincero por todos os seus esforços para fazer sempre melhor e crescer como pessoa e como profissional. Esperar pelos outros é cansativo, quase sempre inútil.

Precisamos botar na cabeça que somos nós e nós mesmos na vida, tudo o mais é complemento, acessórios complementares. No fundo, no fundo sabemos disso, mas tentamos nos tapear. Faça o seu melhor e se elogie. Dentro da empresa será o último lugar onde você será reconhecida e elogiada. O último.

Safada

Num shopping de Florianópolis. A mulher entrou no sanitário das mulheres levando pela mão um menino de uns 6 anos. Fê-lo sentar-se num dos vasos e com a porta aberta o esperou fazer o que tinha para fazer... No sanitário das mulheres? Desde quando guris vão ao sanitário das mulheres? – Ah, mas é uma criança! Uma criança do sexo masculino... E quando o guri tiver 14 anos vai continuar no sanitário das mulheres, safada? O que me admira é de as mulheres por perto não terem colocado porta afora a safada e seu fedelho.

Falta dizer

A coisa ficou no inconsciente dos homens, um inconsciente do tempo das cavernas. Vem desse tempo a “ordem” deles para as mulheres deixarem o cabelo comprido. Ficava mais fácil para o homem puxá-la, arrastá-la, quando desejava... E elas “obedecem” até hoje.

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