Muito do que podemos não devemos. Todos entendem ou devem entender essa verdade. Antes de dizer do fato que hoje me traz até você, deixe-me dizer que é perfeitamente aceitável uma mulher de maiô ou até (credo, cruz) usando fiodental na praia. Mesmo na praia, o fio-dental é de uma lamentável falta de pudor, de respeito por si mesma, mas, vamos lá... Se é legal, se não há proibição uma mulher vestir-se desse modo vergonhoso na praia, não há porque proibi-la de vestir maiô ou fio-dental para andar pelo centro da cidade. Ninguém a pode prender por isso. Mas... seria um horror em razão do momento e do local. Quer dizer, muito do que podemos fazer não devemos. A proibição é de ordem moral, de postura, de decência pessoal, das circunstâncias, da pessoa.

O fato que me traz a esta arenga chata, leitora, vem dos Estados Unidos, de uma cidade que conheço bem: Bradenton, na Flórida, onde passei 30 dias na maior academia de tênis do mundo, a Nick Bollettieri. Nessa cidade americana, semana passada, uma garota de 17 anos, uma mulher, foi para a escola de um modo que provou um bafafá. Veja a manchete publicada pela imprensa sobre esse bafafá: - “Garota vai à escola sem sutiã e é obrigada a colar curativos nos mamilos”.

Foi assim. A tal garota foi sem sutiã e com uma blusinha daquelas de cantoras de cabarés dos anos 40... A gurizada não olhava mais para os livros. A jovem foi identificada, levada para à diretora e sentenciada a colocar os curativos/esparadrapos sobre os mamilos, um tipo especial de sutiã improvisado. Isso se ela quisesse ficar em sala de aula. A guria bateu pé, vociferou e fez uma frase infeliz: - “Então, eu tenho que ter vergonha do meu corpo”? Veja que frase sofística. Não se trata de vergonha do corpo, se fosse assim, a Miss Mundo poderia andar nua pelas ruas, duvido que ela não goste do corpo dela, ora bolas.

A diretora da escola esfregou na cara da guria topetuda o regimento disciplinar da escola, que a garota conhecia muito bem. Nesse regimento há especial atenção à boa compostura no vestir-se dos alunos, à limpeza e ao comportamento. O regimento é duro. Quer dizer, a garota ousou, afrontou, foi inconveniente e queria ter razão. Ela pode andar sem sutiã e com blusinha “daquelas” por aí tudo, menos na escola. Vale para muitos dos nossos comportamentos, tudo dependendo do momento e de onde estamos. Vai te vestir, atrevida.

Cuidados

Quando alguém está fora do trabalho por licença médica precisa ter consciência de decência e responsabilidade. O Neymar, por exemplo, está fora do futebol por lesão num pé... mas continua aparecendo em festas, andando de bicicleta, andando para lá e para cá. O torcedor se sente um idiota. Quem está em licença médica ou fora do futebol por lesão não pode dar banda. Se o fizer, não será uma pessoa profissional, será um ser desprezível.

Falta dizer

Academia Americana de Oftalmologia informa que está assustador o número cada vez maior de crianças míopes. Tudo pelos excessos nas telas digitais. E adianta avisar esses pais babacas que andam por aí?