Desabafar e aliviar

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

terça-feira, 12:30 - 20/02/2018

Luiz Carlos Prates

É isso mesmo, quando você desabafa alivia-se, como que tira um peso de sobre os ombros, dos ombros emocionais. O diacho é achar alguém com quem desabafar. Talvez venha daí a necessidade que alguns poucos (bem poucos, raríssimos) ainda têm de se confessar a um padre. A necessidade é essencialmente emocional, nada a ver com remissão de pecados, perdões e essas bobagens todas. Bobagens, sim. Quando nos “confessamos” a alguém, parece que ficamos mais leves. E ficamos, sim.

De um tempo a esta parte, tenho notado que mais e mais pessoas famosas têm contado de suas vidas, de seus dramas, de suas severas inquietações emocionais, um desabafo público a nós, seus admiradores.

Desse desabafo que alivia os “confessantes”, resulta um alívio pessoal dessas pessoas e nos faz saber que somos todos iguais. Todos, todos. Por fora somos aparências, diferentes, mas... por dentro o bichinho das inquietações nos tira o sono, a paz, a saúde e, não raro, a vida.

De tanto ouvir confissões de pessoas famosas, atores, atrizes, cantores, passei a procurar mais atentamente sobre a vida de outras personalidades, gente que ainda não abriu a boca. Bah, que horror! Ninguém escapa.

A última de quem fiquei sabendo é uma jovem atriz que aparece na novela Tempo de Amar. Linda, com um ar diferente, boa atriz e... loucamente envolvida com problemas pessoais e familiares desde há muito. E quem a vê, assim, bonita, famosa, isso e mais aquilo, não imagina.

Todos, todos mesmo, temos problemas. Sim, e eu e você com isso? Pois é aí que o bicho pega. Vivemos suspirando, nos achando uns nadas, infelizes, estressados, ansiosos e até mesmo depressivos... tudo por uma causa, mais das vezes, pequena e mesquinha. Pequena e mesquinha diante de outras pessoas, aparentemente mais poderosas que nós...

Não raro, do que mais precisamos é de uma boa sova, uma sova que nos abra os olhos e nos faça ver que somos felizes e não sabemos. Temos mais do que precisamos ou de muito pouco precisamos para a tal felicidade, temos o essencial e não vemos esse essencial. Queremos mais e ser mais que os outros, e muitos e muitos desses outros queriam estar no nosso lugar. De fato, o essencial é invisível para os olhos, pelo menos para os toscos da vida. Maioria.

Saber que os ricos e famosos sofrem nos alivia? Pois devia, para que fôssemos mais felizes... na pobreza.

Pobres

Pobres dos que precisam desses caras... Ouça esta, revista Exame: - “Cerca de 80% dos advogados brasileiros recém-formados são reprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e 60% dos médicos não passaram na prova do Conselho Regional de Medicina de São Paulo”. Culpa das faculdades? Sim, em muitos aspectos, mas essencialmente a culpa é dos “doutores” carentes de vocação para atividades que exigem paixão e vida “sacerdotal”. Pífios...

Falta dizer

Agora, vamos falar de coisa séria, importante. Quando estiver muito quente, não leve seu cãozinho para “passear” nas calçadas e asfaltos. Eles têm patinhas sensíveis e se queimam facilmente. Por eles, agradecemos.

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