Vou contar uma história. Pode ajudar a algumas pessoas. Aliás, vou recontar, já a contei aqui… Antes, como sempre, preciso dar umas voltas. Todos falamos de fé, todos dizemos que temos fé. Só que não… Poucos, raríssimos têm fé. Quase sempre, a fé que as pessoas dizem ter não passa de um emaranhado de ideias mal ajustadas na cabeça. Fé é um sentir que se confunde com certeza absoluta. Não sendo assim, havendo uma réstia de dúvida, lá se vai a fé…

A história que vou recontar envolve um sujeito que estava internado num hospital, mal de saúde, muito mal, tão mal que… Em certo momento, o médico que cuidava desse paciente vai até ele e o desconsola: – “Fulano, teu mal não tem mais cura, diante disso te recomendo que voltes para casa e vivas teus últimos dias com a família, amigos, enfim…”. O médico disse o que tinha para dizer e saiu do quarto; o paciente ficou sozinho e entrou em fúria… com Deus.

Disse tudo o que tinha para dizer a Deus sobre a injustiça por que ele estava passando, que aquela doença e sentença de morte não faziam sentido, que ele sempre fora um homem bom, honrado, que raramente pecava, que era, enfim, um sujeito bem acima da média dos que andam por aí, então, por que aquela tortura e aquela condenação? E continuou bufando contra Deus, até que…

Ouviu uma voz estranha, uma voz forte, segura, era a voz de Deus, Deus falando com o paciente irado: – “Fulano, vou te dar uma chance, afinal, tu me convenceste, vou te curar, podes ficar tranquilo…”. E dito isso, Deus sumiu.

O paciente deu um salto na cama, – “Oba, vou ficar curado, Deus vai me curar”! Ficou estonteante de felicidade. E nesse preciso momento, o médico que o tratava voltou ao quarto, sorridente: – “Fulano, acabamos de descobrir um remédio que pode te curar, vamos usá-lo imediatamente”!… O paciente ouviu e desdenhou do médico: – “Não preciso mais do remédio de vocês, não preciso, vou ficar bom por vontade de Deus”! Dito isso, pegou o que era dele e foi para casa. Três dias depois estava morto. Morto.

O sujeito chegou ao céu e soltou o verbo contra Deus: – Mas como, me disseste que ias me curar e três dias depois me matas! Deus nem piscou e só disse ao recém-chegado: – “Eu te mandei os médicos com um novo remédio e tu não o quiseste”…

Moral da história: – “Crê no teu Deus, mas não desprezes a medicina”.

Estresse

Trecho de um artigo sobre estresse: – “Numerosos casos de doenças incuráveis terminam numa cura espetacular. O motivo é simples: o doente redescobriu sua profunda vontade de viver”. Curar-se ou morrer tem muito a ver com a vontade do indivíduo de entregar-se à vida ou desistir dela. Sem fé não há “milagres”…

Falta dizer

Sempre houve quem garantisse que – a maior parte das doenças que matam as pessoas são geradas por vontade inconsciente de morrer, são graves sentimentos de culpa ou de ódios contra si mesmo… O inconsciente humano é o inferno pessoal.