Vou contar uma história, mas antes preciso dizer que... Fiquei com pena dela. Acredite, pena dela. E nem quero crer que ela possa, eventualmente, me olhar por cima e me chamar de pobretão, pobre coitado, não creio. Antes de dizer de quem vou falar, devo dizer que ela tem 67 anos. Aos 67 anos, uma mulher que se preze, que se cuide, que tenha boa autoestima, que se olhe no espelho da vida vendo-se “interessante”, essa mulher é uma gatona aos 67 anos, é uma “adolescente” nesse caso... Caso contrário, se não tiver essas virtudes da boa autoestima, ela será uma velha. E é isso o que mais há por aí, mulheres de 67 anos velhas, caindo aos pedaços, num sentido figurado, ou nem tanto.

Quando soube que havia ocorrido mudança na lista das mulheres mais ricas do mundo e que havia uma nova líder nessa lista, fui ver quem era. A nova mulher mais rica do mundo tem 67 anos, tem por iniciais A.W. e é uma das herdeiras de um gigante do varejo americano. Na partilha de bens da empresa, coube a ela 38,4 bilhões de dólares, uma montanha de dinheiro que não se consegue contar durante a vida. 38 “Bilhões” de dólares. B-i-l-h-õ-e-s... Ocorre que...

A mulher nunca dirigiu nada na empresa, não dirige hoje e não vai dirigir amanhã, é apenas herdeira. Até aí nada, você pode dizer. Mas ela tem currículo. Um dia, bêbada, atropelou e matou uma mulher, já foi casada e hoje mora numa fazenda no Texas, sozinha... Vive isolada. E nessa idade, 67 anos, uma mulher com dificuldades sociais, com história triste no passado, sem família ruidosa por perto e sem ânimo nas vísceras para viver a vida na plenitude e na riqueza de 38 bilhões de dólares, de que lhe serve tudo isso? De nada. Vida vazia e cofres cheios, de que adianta essa riqueza? E ela não está só, há muita gente rica, muitíssimos, com vidas nulas, vazias e isso quando a vida não lhes é anestesiada por drogas, drogas procuradas pelo desespero.

Quando digo que um churrasco na laje costuma ter mais gosto que muitos churrascos “gourmet” de incontáveis endinheirados há quem me olhe atravessado. Graças a Deus que para ser feliz não é preciso dinheiro. Tenho pena da Alice, podia ser uma garota de 67 anos com todos os “brinquedos” ensejados pela riqueza, mas vive como pobre sofrida e infeliz. Aposto que você é bem mais feliz, leitora.

Times 

Dia destes um jornal gaúcho lembrou de uma entrevista do Telê Santana, treinador exemplar por conduta e competência. Quando perguntado como se faz um time, Telê respondeu: - “Primeiro escolha homens, depois jogadores”. Hoje se escolhe apenas jogadores, ninguém quer saber de Homens, de fibra. Dá nisso que anda por aí, “neymares” de todos os gramados, e tomem 7x1 numa Copa... E joguinhos todos os dias.

Falta dizer 

Diz um médico japonês, em São Paulo: - “Não é o material genético que ajuda no envelhecimento ativo, mas sim o estilo de vida”. Estilo de vida é a cabeça das pessoas. É para poucos.