Numa conversa sem rumo, depois de uns dois ou três chopes, talvez eu contasse de dois sonhos meus. Sonhos irrealizáveis, mas impossível evitá-los, não mandamos nos nossos “sonhos”.

Um dos meus sonhos é ir à lua, andar sobre ela, sentir os absolutos da solidão, saber exatamente do que isso se trata e como a alma convive com esse absoluto. Resulta dessa vivência minha admiração por Neil Armstrong, o primeiro sujeito que pisou na lua. Mas tudo bem, não posso realizar o sonho, paciência, vivo-o aqui embaixo e olhando para a lua sempre que ela me dá a graça.

O outro sonho é o topo do Everest, talvez pelas mesmas razões ao sonhar com a lua, a dificuldade do caminho, o agressivo da Natureza, a superação e a suprema solidão lá em cima...

Todos estes giros psiquiátricos, leitora, leitor, simplesmente porque acabei de reencontrar nos meus arquivos temáticos uma entrevista de um jovem alpinista brasileiro (preservo-lhe o nome) que chegou ao topo do Monte Everest, 8.880 metros de altura.

Na entrevista, o alpinista, depois da singular experiência de ver o mundo de sobre a soberana geleira do Everest, declarou que aprendeu, desafiando a Natureza, que precisava de muito pouco para ser feliz na vida. “Na verdade, só preciso de um colchão, um pouco de comida, banho e... nada mais ou muito pouco”, disse ele.

O alpinista não está errado, mas... “aqui embaixo, na terra” precisamos de bem mais. Precisamos dos adornos que foram artificialmente criados pela sociedade e sem os quais nada somos... E do que mais precisamos para estar alinhados com o grande grupo, com o “rebanho”? Precisamos das materialidades, de todos os bens de consumo e ostentação, hoje ao alcance de qualquer pessoa. Mas olhe o resultado. Encrencas, ansiedades, depressões, falências de toda sorte, infelicidades e... suicídios.

Às últimas horas, li que aumentou nos últimos meses em 12% os casos de doenças mentais nos trabalhadores brasileiros. Alguns culpam as pressões por resultados, outros dizem que são as modernidades tecnológicas que os estão empurrando para fora do mercado... Pode ser e pode não ser, mas penso que o fundamental é que a baita maioria não gosta do que faz... Vem daí o grande infortúnio.

Estamos precisando de mais “luas” e de mais “Evereste/s” na vida. Faltam-nos poesia e liberdade nas asas da vida.

Elas

Dia destes. Para falar em nome de um grupo de romeiras, uma mulher ocupou o microfone do Santuário de Aparecida para ler uma mensagem. Ela começou dizendo – “Prezados irmãos e prezadas irmãs...”. Começou errando, faltou com o respeito e com a ordem natural das coisas. A desatenta, não a quero chamar de burra, teria que ter dito – “Prezadas irmãs...”, citando primeiro as mulheres. Não sabe disso ainda ou será que ela também acredita que foi Eva quem comeu a maçã?

Trouxa

Li ontem num jornal a revolta de um incendiário da esquerda contra o que ele chamava de “onda conservadora”. Ele tinha que explicar o que é conservador, conservadorismo. Ou ele vai criticar os 10 Mandamentos por serem conservadores? Ou será que ele estaria vivo se não existissem as leis “bem antigas” que preservam a ordem e a vida? Sem a boa onda conservadora o mundo acaba em poucos minutos, trouxa!

Falta dizer

As jovens mulheres devem pensar mil vezes antes de postar qualquer imagem ou texto nas redes sociais. O que fizerem será para sempre. Para sempre. Caras e bocas revelam. E deixem de ser idiotas e desejar impressionar por caras, bocas, roupas provocantes e poses “daquelas”. É coisa de gentinha. E para sempre. Bah, como perco meu tempo!