Lições de vida

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

sábado, 04:00 - 10/09/2016

Luiz Carlos Prates
Você achou o título brega, cafona, sem graça? Eu também, mas decidi por este, afinal, o brega é uma antiguidade que preserva alguns valores... Dito isso, preciso antes de tudo dizer que tristeza todos conhecemos, ela resulta de algo muito objetivo, algo que pode quase ser “fotografado”. São incontáveis as razões de uma tristeza, mas tristeza, você sabe, tem prazo de validade, o passar do tempo nos alivia as pressões e voltamos ao nosso natural... Já a depressão, que tem muitos sintomas parecidos aos da tristeza, não tem razão objetiva, é uma desmobilização das vontades gerada por uma covardia diante da vida. E não adianta ficar iradinha, furibundinho, não adianta. E sem essa de que a depressão resulta de desarranjos psico/neuro/hormonais... Ah, é? E o que é que deflagra esse desarranjo? Ora bolas, a mente, o emocional, o “desarmamento” das vontades, uma falta inconsciente de vontade para lutar, uma subestimação existencial, enfim. Doença “física” é que não é nem nunca foi. Sabes por que desta conversa toda? Porque tenho visto imagens dos jogos Paraolímpicos, que imagens, que tapa na cara dos preguiçosos da vida, na cara dos deprimidos pela falta de visão de vida... Acabei de ver uma jovem, uma loirinha linda, uma Barbie sobre... duas pernas postiças, de fibra de carvão. E que lindeza de mulher no fazer o que ela faz, e faz como se tivesse as duas pernas. E você aí, que tem as duas pernas e tudo o mais, o que faz? Se deprime por uma espinha no nariz? Claro que vale para mim, não sei nadar, por exemplo. Tem cabimento que um imbecil todo metido a sebo não saiba nadar? Não sei. E aí vejo camaradas nadando como peixes sem os braços, sem as pernas, sem “condições físicas”, pois não? Mas são pessoas que conhecem o Evangelho de Marcos 9:23 – “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”. Se eu estivesse na ativa como psicólogo mandaria todos os meus pacientes “depressivos” assistir aos jogos da Paraolimpíada, como, aliás, costumo fazer nas minhas palestras. Nos jogos paraolímpicos podemos encontrar os melhores antidepressivos possíveis: a ação de pessoas que tinham tudo para viverem suspirando e vivem cantando um “quero mais”, quero ser. Que beliscão em muitos, muitos, muitos... Discriminação A Globo não é a “oficial”? E por que não transmitiu por inteiro a cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos com as vaias estrondosas a Michel Temer? Nem vou dizer da razão por que penso... Safados. Depois vêm com conversa mole, mas tiveram tempo para mostrar um jogo de futebol que a ninguém interessava, talvez só a alguns paulistas. Safados. Falta dizer Por que você sairia à rua com uma máscara a cobrir-lhe o rosto? Para não ser reconhecido, não é mesmo? Então, os vagabundos, todos, que puxam uma camiseta sobre a cara nessas manifestações de rua tão em moda num Brasil são bandidos, bandidos da pior espécie, de um lado e de outro. Querem agitar, depredar e manter-se na impunidade. Ferro com eles, ferro pesado. – Ah, mas a minha filha; ah, mas o meu filho... Caras cobertas? São vagabundos bandidos, senhora. E o pai e a mãe têm muito a ver com essa bandidagem injustificada. Protesto se faz no voto, no trabalho bem-feito e na dignidade pessoal, o resto é safadeza.
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