A história dessa mulher, brasileira, estava numa revista. Para que não haja falsas reações, não digo o nome da revista e muito menos o da mulher. Mas resumindo a história, para acordar muitas parecidas com ela, tudo começou quando ela saiu para gozar férias.

Foi para uma zona desértica do Chile. Muita diversão com o pessoal do grupo de que ela participava, até que... Ela conheceu um turista que também andava por lá. O sujeito era lá do outro lado do mundo e estava gozando de um ano sabático.

Aqui já está a primeira pedra no sapato, camaradas que entram em ano sabático se revelam frouxos, fujões do trabalho, nadas existenciais. Sem essa de ano sabático, ô, vadio! A brasileira contou na reportagem da revista de sua felicidade no trabalho.

Contou que amava o trabalho, estava superfeliz na vida profissional, já tinha bom dinheiro na poupança para a velhice, estava, enfim, numa boa. Terminadas as férias no Chile, ela voltou ao Brasil e o cara, um australiano, veio atrás. Fez-lhe proposta de casamento, de vida feliz, essas tolices da boca para fora quando queremos fazer um “negócio”...

A brasileira conta que – “Larguei tudo para seguir um amor ao redor do mundo”. E lá se foi ela com o australiano. Foi feliz? Não sei. O que me traz a esta lengalenga, leitora, é o risco a que as mulheres se expõem ao encontrar o “amor”.

Será que é amor mesmo? Se for, por que o cara não deixou tudo para trás e se mandou para cá? Por que têm que ser as mulheres a largar tudo e sair atrás dos “azuizinhos”? Isso é subserviência, isso é ser segunda voz, é não se respeitar.

Conheço inúmeras histórias de mulheres que trabalharam duro desde cedo, estudaram, construíram uma carreira, mas namoraram um cara, casaram, e abandonaram o trabalho, a carreira. Muitas vezes dizem que o fizeram porque não lhes era mais necessário trabalhar, o bobão tem dinheiro e é muito bem conceituado na cidade...

Sim, e daí? E elas, e a segurança delas? Segurança, amiga, só pode vir de ti mesma, de não depender de ninguém, saber que se o caldo ferver é pegar a mochila e sair sem olhar para trás. Sim, gosto muito de perder tempo. Desculpem-me...

TROUXA

Todo dia esta manchete, aqui, ali ou acolá... E os caras se acham os tais, machões, espertos... Trouxas, isso sim. Manchete do Estadão: - “Vítima de “golpe do amor” é libertada pela polícia de cativeiro em São Paulo”. O cara é “doutor”, cheio de grau, mas abobado. Achou que estava namorando a Miss Mundo, foi atrás dela e acabou nas mãos de vagabundos do crime. Namorar por aplicativos? Que gentalha, que desespero. Esse saiu vivo. Aprendeu? Duvido.

HORROR

De acordo com o Escritório das Nações Unidas que vigia a criminalidade mundial, o Brasil está entre os oito países mais violentos do mundo. Respondemos por um quinto dos homicídios no mundo. E a nossa população representa apenas 2,7% da mundial. Como o “ ocupado” pessoal de Brasília explica? Como explicam isso os legisladores indolentes? E o “judiciário” por que não bate forte o martelo das condenações? Ah, estão ocupados! Eu sei com o que...

FALTA DIZER

Ando muito por empresas para fazer palestras, há anos e anos. Falo com administradores. Qual o maior problema hoje? Problemas mentais de todo tipo, é o que mais ouço. Será o trabalho que produz essas “doenças”? Não, é a vida das pessoas, e especialmente a vida familiar. Credo! Vida familiar...