Olhando para trás... Bastou o árbitro apitar o fim do jogo, Brasil fora da Copa, para que multidões pelo país chorassem “honestamente”, admitissem em seus rostos o pesar da frustração, o sentimento da derrota, a cara amarga e fechada gerada pelo “não deu certo”. Muito curioso isso. O brasileiro, regra geral, não fosse assim estaríamos no primeiro mundo, encharca-se de responsabilidades e exigências diante do futebol e do carnaval.

A Seleção “devia” ter jogado assim... A escalação do time foi errada, o Tite devia ter colocado o fulano... A Seleção não teve preparo físico nem sistema tático capacitados a ganhar a Copa... Isso e mais aquilo, defeitos, só defeitos. As multidões são muito exigentes com o Rock in Rio, com o carnaval na Sapucaí, com a Seleção na Copa e... esquece dos compromissos com o horário de trabalho na empresa, somos campeões mundiais em atrasos e absenteísmo, esquece de se preparar para votar bem nas eleições, esquece, e muito, de respeitar à família ou à mulher... Nas aulas das universidade é um entra e sai para todo tipo de “festinha” durante as aulas, é desrespeito com professores, com os pais que pagam ou que pagaram para que os filhos chegassem mais longe nos estudos, tudo, de tudo, descaso e negligências. Mas... com o futebol da Seleção, ah, aí não há compreensão nem transigência: ou somos campeões ou o time é um bando de safados, irresponsáveis... Curioso isso, intrigante mesmo. Ou quem sabe é um sinal da vadiagem histórica no sangue “nacional”?

Para os festejos, poucos, raros se atrasam. Mas é bom fazermos um exercício de imaginação. E que tal, qual seria o resultado, se todas essas exigências que são feitas à Seleção fossem feitas às próprias pessoas, cada uma consigo mesma: não me posso atrasar, não posso faltar ao trabalho, não devo desrespeitar nem trair minha mulher no Whatsapp, devo votar com seriedade, devo cumprir primeiro com todos os meus deveres para só depois poder gozar dos meus direitos, que tal ser educado para com todos, e não faltar aos 10 mandamentos?

Depois disso, com certeza, a Seleção ou o desfile do carnaval seriam tomados como passatempos, diversão, e não como coisa séria a desnortear multidões. – Ah, e quantos chegaram atrasados hoje ao trabalho? Ou pintaram e bordaram traições no Whatsapp, hein?

Qual seria o resultado se todas exigências que feitas à Seleção fossem feitas às próprias pessoas, cada uma consigo mesma?

Visão

Há muita gente que diz que esfalfar-se no trabalho, dedicar-se, suar a camisa, só traz vantagens ao dono da empresa. São, os dessa maioria, os que vivem inventando motivos, falsos, é claro, para faltar ao trabalho. São os que esquecem da boa educação no convívio com os colegas, são também os que diante de um compromisso com a empresa, mas fora do horário de expediente logo perguntam: vão pagar hora extra? Mas esses tipos têm futuro garantido: no olho da rua.

Perdidas

Elas são casos perdidos. Vi na tevê. Na cidade de Granada, na Espanha, há uma histórica e magnífica fortaleza medieval. No topo dessa fortaleza, vários sinos. São para as mulheres, turistas ou não, solteiras e que estão à espera de marido. É puxar a corda dos sinos, fazê-los soar e... esperar pela magia deles: elas vão encontrar um “príncipe” para casar. Deus do céu, são felizes e não sabem...

Falta dizer

Estou à espera. É pelo casamento da Marquezine com Neymar, falei disso há dias. Disse que o fervor do namoro, durante a Copa, como sempre, tinha agentes publicitários por trás, mas os pombinhos juravam amor. Ora, como os dois são ricos, terminada a Copa, vamos esperar pelas bodas. Ou era mesmo tudo truque comercial para enganar trouxas e vender produtos?