Você duvida que os Estados Unidos sejam o país mais poderoso do planeta? Eles são mesmo o país mais poderoso do mundo, mas têm problemas, problemas impensados por muitos.

Fiquei inquieto, dia destes, ao saber por um relato do Institute of Medicine, dos Estados Unidos, que os americanos têm visto cair de modo preocupante a média de vida do seu povo. Sim, a média de vida dos americanos está em queda, e já foi a mais alta do mundo. O que pode estar acontecendo no cotidiano dos americanos para eles estarem a viver menos?

Não há uma única resposta, há várias e nessas respostas entramos nós por aqui. Claro que sempre houve e haverá ricos e pobres nos Estados Unidos, como aqui. Impossível não haver desigualdades entre populações. Mas certas causas, em alta, são de pensar e envolvem pobres e ricos.

Alguns problemas dos americanos: obesidade em alta entre o povo (como aqui), diabetes em disparada (como aqui), doenças cardiovasculares (igualmente), homicídios (igual aqui), gravidez de risco na adolescência (bah, parecidos a nós), consumo de drogas (é preciso comparar?), álcool (sem comentários), suicídios (horror...), alimentação errada (como aqui), enfim, um rosário de causas que nós bem conhecemos.

As causas, basicamente, se resumem em estilo de vida. Bah, mas quantas vezes será preciso dizer isso? As pessoas têm valores errados, percepções distorcidas da realidade, posturas frágeis pela falta de boa educação moral e cívica, passam por crises econômicas que tornam o trabalho instável, enfim, os americanos estão “começando” a conhecer mais frequentemente o que de há muito conhecemos.

O que nos salva um pouco mais é a histórica e herdada moleza dos colonizadores, dos que vieram para cá para festar e jogar búzios. Herdamos. Valores morais? Amanhã, hoje não. E a irresponsabilidade acaba dando folga às doenças. Já os americanos abriram demais as suas fronteiras, deu no que está dando... A reação do Trump é tardia.

Precisamos, lá e cá, de uma revolução cultural, assentada sobre os valores da Educação Moral e Cívica e de princípios religiosos que vão além dos lábios, que entrem no cotidiano das ações. E precisamos de judiciário que se justifique com os olhos vendados e a prontidão permanente do “martelo” sentencioso: a cada um (rigorosamente) segundo suas obras. É para já? No Brasil é para algum dia, hoje não, hoje está dando praia...

Americanos

O Institute of Medicine dos Estados Unidos abriu o leque da pesquisa para saber por que os americanos estão vivendo menos. Descobriram o óbvio: laços de família fracos, vida comunitária nula, isolamento social, crises no trabalho, padrão financeiro fora da realidade do “sonho americano”. Que fique claro: são problemas de ordem pessoal e familiar. A pior de todas as crises.

Vida

Acompanho, talvez por espírito de psicólogo, talvez por bisbilhoteiro/jornalista, a vida de artistas de todo tipo. Quase sempre jovens, ricos, famosos, mas... estonteados existenciais. Quase todos fora da casinha, cabeças vazias, loucas, dependentes de drogas para dormir, para a ansiedade, para a depressão, para o anular-se na vida, enfim. O que pode justificar essas vidas loucas? Sair do nada para a fartura dá nisso. Raras as exceções.

Falta dizer

As pessoas andam “enlouquecendo” por desejar estar entre o rebanho, quase digo, manada. A maioria quer ser “igual” aos outros em tudo, mas o sucesso está no contrário, na singularidade. Se a pessoa estiver dentro da lei e da decência, pode fazer o que quiser na vida. Será notada e apreciada. Dentro da lei e da decência, certo?