No muito saber está a angústia, é o que nos diz o rei Salomão nos provérbios da Bíblia. Concordo. De fato, quando estamos sempre ligados, sabendo de tudo, ficamos mais inquietos que felizes.

Venho ao assunto após ter lido uma reportagem sobre alimentação, assunto que tanto lhe pode interessar muito quanto nenhum pouco. E fico feliz se o seu caso for o segundo, o das pessoas que não estão nem aí para certas preocupações.

Para mim, não há tipo mais desagradável, quase digo nojento, que o hipocondríaco, o que vive pensando em doenças e se vê adoentado a cada espirro. Não suporto esse tipo de doença mental, sim, doença mental, o hipocondríaco é um doente mental, vê o que não existe. Um porre, bah!

Nessa reportagem que acabei de ler sob o título de Medicina Fast Food, o médico fala sobre os modismos à mesa. O médico é um estrangeiro, falou por telefone, o nome dele é secundário...

Ele diz que no passado as pessoas, diante de um prato, diziam: gosto disso, não gosto disso. Pronto, estava decidida a parada. Hoje não, hoje os chatos dizem: posso comer isso, não posso comer aquilo.

O médico foi educado, eu não sou. Quem é que decide sobre se devo ou não comer isto ou aquilo? Eu, eu e minhas chatices neuróticas. Inventaram agora que certos alimentos fazem mal à saúde, inventaram uma crise, uma onda histérica e irreal sobre o glúten, por exemplo.

Alimentos com glúten nem pensar... Ocorre que todos os que hoje dizem essa bobagem cansaram de comer glúten e lamberam-se... Mas depois que alguns “técnicos” inventaram o modismo, virou moda detestar glúten.

E assim com muitos e muitos alimentos. O cara come de se lamber, mas... dali a pouco ouve alguém dizer que aquele prato não faz bem à saúde, é o que basta. Quanto mais bobagens formos colocando na cabeça, mais difícil nos será a vida. Fora das questões de ordem moral, além de cujos limites não devemos passar, tudo o mais é bom, se assim o desejarmos.

A vida moderna está muito chata, é preconceito daqui, é proibição dali, faz bem à saúde isto, faz mal à saúde aquilo. E as pessoas cada vez mais infelizes. Nunca houve tantos infelizes, estressados, ansiosos, depressivos e suicidas como hoje... Algo está errado. E o erro só pode ser achado nas cabeças...

Proibições

O médico citado na conversa anterior diz que “Confiamos em supostas regras científicas que muitas vezes não são científicas, são só coisas que as pessoas criam ou leram na internet”. Bah, é isso aí. Os pequenos da mente tomam como verdades absolutas tolices ditas por tolos, bobões da corte, como conhecidos meus que hoje falam mal da lactose. Bebem leite desde que nasceram e agora inventaram essa bobagem. Do que essas pessoas precisam se cuidar mais e melhor é do caráter, esse sim pode ser vírus destruidor...

Destino

Ninguém jamais vai provar a existência do Destino. Se houvesse destino quem o criara seria um tipo asqueroso, a distribuir sortes desiguais aos humanos. Sem provas, acreditemos no destino escrito por nós, pelos pensamentos, pelo caráter, pelas bravuras, pela fé. Destino se faz, o mais é conforto criado pelo pífios da vida. À luta, camaradas!

Falta dizer

Enquanto o operário assentava mais um tijolo na construção, pensava: - “Hoje estou pessoalmente comprometido com o sucesso e a felicidade em minha vida. Os poderes criativos do meu subconsciente são ilimitados...”. Os sábios/felizes sempre souberam disso, os “pequenos” acreditam em destino, sorte ou azar. Coitados.