Andava girando pelos canais de tevê e ouvi duas expressões a revelar insensibilidade de parte dos declarantes. Na primeira história falavam de economia, de poupar dinheiro, de investimentos, essas coisas típicas discutidas em momentos como estes por que passamos no Brasil... Uma economista, falando sobre a importância da poupança, dizia que temos que poupar o “dinheirinho” que for, mas que temos que poupar. Não gostei da expressão “dinheirinho”. O que é dinheirinho? Para um sujeito muito rico pode ser 100 reais, 1.000 reais, talvez até 10 mil... Já para um pobretão, para um mendigo talvez seja 10 reais, não sei. O que é então dinheirinho? E tem outra coisa: as palavras têm um imenso poder sobre nosso inconsciente. Dependendo da palavra que usamos, assim será a nossa personalidade, as nossas percepções, a nossa saúde, a nossa felicidade, a nossa vida. Tudo depende de como falamos, com que palavras, energia, tudo. Mas vá dizer isso às maiorias, vá... Se você pensar que o seu dinheiro de salário ou poupado é dinheirinho, será dinheirinho e você será sempre um pobre. Um pobrezinho... A outra história que vi na televisão vinha de São Paulo. Um crime horrendo, uma pessoa assaltada que morreu sem reagir, de modo estúpido e “impune”, como acontece no Brasil todos os dias. O repórter ouvia uma testemunha, um homem, um idiota. O idiota dizia do seu horror diante do crime e dizia que “isso pode acontecer com a família da gente”... Esse tipo de expressão – pode acontecer com a família da gente – revela estupidez e insensibilidade. O “cidadão” só estava abalado porque podia ter sido com ele ou com alguém da família dele, estúpido. Colocar-se no lugar do outro, pensar socialmente, olhar o todo e não a parte é mesmo para pessoas sensíveis. Os broncos que andam por aí só “acordam” quando a coisa podia ou pode ser com eles... Esse tipo de gente elegeu quem está no “poder”, no poder dos roubos, dos “assaltos” debochados ao dinheiro público. Se merecem...

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