A pesquisa foi feita com mulheres, milhares delas, mas será que não vale também para os homens? Por que diachos o passar da idade faria as mulheres mais felizes que os homens? Já estou especulando antes de contar da pesquisa que acabei de reler. Sim, reler, ela está comigo faz alguns meses. Foi feita por cientistas do Reino Unido, Universidade de Oxford. A pesquisa pode ser resumida pelo título da reportagem publicada entre nós por meio de um jornal de São Paulo, diz assim: - “Felicidade não faz viver mais, mostra estudo britânico”. A primeira questão então é essa, polêmica e até surpreendente, a de que pessoas felizes não vivem mais que as pessoas ditas infelizes. De outro modo, a felicidade mata... mais cedo. A pesquisa, repito, foi feita só com mulheres e entre 50 e 69 anos de idade. E acentua um dado especial: As mulheres começam a aliviar a cabeça para a vida a partir dos 60 anos, depois dessa idade elas são, estatisticamente, mais felizes que as “gurias” com menos de 55 anos. – Ah, dado importante: quanto mais ignorante a pessoa, mais perto da felicidade. Só não vou gargalhar aqui porque não dá. Vale dizer, e os pesquisadores disseram isso, que quanto mais “tapada” for a mulher mais perto ela poderá chegar da felicidade. Mas isso não é de hoje, é de sempre, quem não sabe? Aliás, isso está na Bíblia, se bem me lembro, nos provérbios de Salomão: - “No muito saber está a angústia”... Claro que a pesquisa envolveu pessoas sem problemas de saúde, para ficar mais objetiva. Então, ficou assim: Quanto mais velha a mulher, mais perto ela chega da felicidade. E se quiser mesmo chegar bem pertinho, as “tapadas” têm preferência. Especulando sobre essa pesquisa, que não me surpreendeu em nenhum momento, penso que uma das razões de as mulheres mais velhas serem mais felizes é que elas, diferente dos homens, têm o seu ciclo de geração de vida com data de validade, já os homens querem ser machinhos até os 100 anos, coitados dos “caídos”. E em razão disso querem namoros, conquistas, aventuras... Já as mulheres são mais realistas e se libertam bem mais cedo de certos arroubos e aventuras “amorosas”. Elas que pensem e contestem ou não a pesquisa. Mas é curioso, a idade que até certos momentos da vida deixa a mulher apreensiva, querendo a juventude eterna, um pouco mais tarde a liberta para ser feliz. Ah, elas! Planos Num passado não muito remoto, costumava-se incentivar os jovens a que construíssem “uma” carreira... Agora a coisa mudou, eles têm que construir “duas”, uma só é pouca garantia de vida. O emprego não vai desaparecer, o trabalho como conhecemos, sim. Está mudando. Acabou a história de entrar numa empresa e nela ficar anos e anos, acabou. Dadas as dificuldades econômicas que agora serão rotina, é preciso ter um Plano B muito bem definido, e esse Plano B é a segunda carreira. Ouviu isso, guria, guri? Acho bom. Te coça! Falta dizer Quanto puseste no banco, na poupança nos últimos dias? Ah, não sobrou nada para poupar? E nunca vai sobrar. Tens que fazer sobrar, de um modo ou de outro.