Acabei de ler uma longa reportagem sobre uma jovem mulher, interessantíssima, tanto a reportagem quanto ela... Mas antes de contar sobre a minha heroína, devo dar uma voltas.

Começo perguntando: você que está me “ouvindo” é mulher? Então, vou pedir a você que pense sobre o comportamento dos homens de sua família, ou dos seus amigos, a respeito de como eles falam das mulheres.

Duvido que a maioria não seja desses bocós que andam por aí, machistas impotentes. – Ah, cara, mas como tu és grosso! Grosso é quem desrespeita mulheres! Chega!

A mulher da minha história tem 23 anos, uma criança. É do Afeganistão, coitada… Chama-se Nargis (sobrenome não digo). Quando ela nasceu, os pais já tinham quatro filhas, e veio ela, mais “uma”.

A comunidade toda da cidade, Chazni, começou a pressionar o pai dela para que doasse a menina ou a trocasse por um menino. Ter filhas mulheres é uma baita encrenca no Afeganistão, como se o país não existisse exatamente em função das mulheres…

Foi uma danação o flagelo porque o pai dela passou para doá-la ou trocá-la por um guri. O pai bateu pé: nunca. Tiveram que se mudar para outros lugares, a mesma coisa, filhas mulheres, cinco? Que horror! É o que diziam os estúpidos. O pai obstinou-se e fez a filha crescer para a vida.

Acabo de ver uma foto da Nargis, formando-se em Administração e Políticas Públicas pela universidade de Cabul, e sendo indicada como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo pela BBC de Londres.

Hein, que tal? – Ah, e ela dirige hoje uma escola só para “meninas” que ela fundou na aldeia natal dela, Ghazni. Esse um resumo da história da Nargis.

Quantos pais afegãos teriam trocado a filha para fugir a perseguições estupidamente “religiosas” e políticas? Quantas meninas teriam ficado pelo caminho, por medo ou falsas conveniências?

Nargis diz que se um dia casar, o marido terá que ser muito parecido com o pai dela, obstinado pelo bem, correto e “pai” de verdade, corajoso e bom. A Nargis não sabe, mas, com certeza, vai ficar solteira...

A história da Nargis apenas reforça a ideia de que quando temos coragem e determinação, nada nos será impossível. Gostaria de dar um abraço no pai da Nargis e um beijo nela.

Velhice

Reportagem do The New York Times, o maior jornal americano, sobre “Como envelhecer bem”.

Claro, os jovens dão de ombros, vão colher mais tarde o resultado da estupidez de não olhar para frente...

Diz a reportagem, entre outras coisas, que – “Quem continua trabalhando depois da idade de se aposentar costuma ter saúde melhor e mais conexões sociais”. Sacratíssima verdade. Mas vá dizer isso aos mandriões do “pijama” e do “lazer”...

Cuidado

Devemos saber que tudo que provoca elação logo depois produz depressão. O álcool, por exemplo. Mas acabei de ler numa revista que – “O álcool é sedativo, acalma e deixa as pessoas menos ansiosas e estressadas”. Perigo, atenção.

A produção dessas “emoções” depende da pessoa e dura muito pouco, não sem antes exaltar o caráter, o que ele tem de pior, mais das vezes. Só os parvos buscam álcool ou sedativos para “recuperar” o emocional estragado. Só.

Falta dizer

Não há nenhuma diferença entre os primeiros seres chamados de racionais sobre a Terra e nós, hoje.

Estupidez, boçalidade, em muitíssimos casos bem disfarçados, mas tudo absolutamente igual.

O que se desenvolveu foram as ciências, um paradoxo, porque os criadores continuam estúpidos, haja vista a nossa sociedade cotidiana. Só nos falta andar com tacapes...

 

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