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“Fome faz bem”

Por: Luiz Carlos Prates

10/08/2018 - 15:08 - Atualizada em: 10/08/2018 - 15:09

Muito interessante um quadro que dia destes foi mostrado no Balanço Geral, da RIC/TV, programa líder absoluto de audiência no horário de meio-dia na televisão de Santa Catarina. – Ah, mas espere um pouco, antes de ir adiante, preciso dizer que a fome tanto nos faz bem quanto grande mal, indiscutível.

Pois essa era a proposta do Balanço Geral, perguntar às pessoas na rua se elas concordavam com experiências científicas que garantem que a fome nos deixa mais criativos. E era isso o que o repórter perguntava às pessoas na rua: – “Com fome, somos mais criativos”?

Vou responder à pergunta por mim. Sim, a fome nos deixa muito espertos, mentalmente ativíssimos e, por isso, muito mais criativos. Há dois tipos de fome. Vou falar primeiro do tipo mais conhecido.

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Ocorre que quando estamos com fome, o estômago manda sinais, e quem recebe os sinais e trata de resolver o problema é a mente, o cérebro. Vale dizer que na hora da fome nosso cérebro está inundadíssimo de sangue e sangue, você sabe, é a energia básica do cérebro.

Ao pensar na comida que vou comer, dou o meu “melhor” agora para acabar logo com este trabalho e… sair para comer. E quando acabamos de saciar os apetites do estômago, o que acontece? O sangue que estava no cérebro desce em grande parte para o estômago, para iniciar os processos digestivos e isso nos leva… ao sono, à soneira típica do pós-almoço, por exemplo. Tudo em razão da presença do sangue mais aqui ou mais ali.

Mas há um outro tipo de fome, ou vários. A fome de amor, a fome de justiça, a fome de reconhecimentos, a fome de ser, de ter… de tudo um pouco. E essas fomes nos levam à ação, e as ações motivadas por “uma fome” nos fazem mais criativos. Dito de outro modo, quando temos uma razão por que lutar, lutamos melhor e ficamos mais perto da vitória.

E para concluir, imagine a cena: O sujeito acabou de casar com a Miss Brasil, foi promovido no emprego, nesse meio tempo, ganhou na loteria e está agora seguindo em lua-de-mel para Paris… Você acha que esse sujeito vai ser criativo ao ponto de escrever uma poesia ou iniciar um novo negócio? Nem a pau, Juvenal. Fome nos torna mais criativos, sim. Ô, desculpe-me, antes de iniciar esta conversa com você comi um sanduíche deste tamanho…

Futuro

Qual o futuro para os brasileiros de bom gosto? Um passaporte. Ouça esta manchete: – “Sertanejo lidera Brasil, mas funk é o futuro”, diz a DataFolha. E quem vai chutar o pau dessa barraca e colocar mais balés Bolshoi e trazer música orquestrada, clássica, para este país sem arte? Fora de emissoras estatais, e olhe lá, pago um cafezinho se você ouvir uma música orquestrada em alguma rádio brasileira. A sertanejada urbana só quer sertanejo. A sertanejada se acha, mas nunca leu um livro ou ouviu um clássico… Sertanejada.

Frase

Frase do escritor russo Dostoievski (1821-1881): – “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Não diga bobagem, senhor! Dito assim, todos os ateus seriam bandidos e, sabe-se, não há ateus nas penitenciárias, ora bolas. Ademais, “senhor”, o que nos deve dar decência e bondade não é um deus, mas a nossa educação e sensibilidade. Engula!

Falta dizer

Um tal de Raul Castro, que vive fantasiado de militar, dia destes pediu pela liberdade de um certo Lula… Estranho isso. O senhor fantasiado de militar, irmão de um fantasma chamado Fidel, esquece que o povo cubano está há décadas pedindo por liberdade e democracia e… nada. Espelho, señor!

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.