A vida nos acena com três passos bem definidos que se não forem claramente entendidos e aproveitados, babaus, nunca mais. Os passos precisam ser pensados. E sem essa de que o fulano ou a beltrana não teve estudos, não podia fazer melhor do que fez, isso e aquilo. Tudo desculpa.

Ao nascer, somos regidos pela Lei Natural, nascemos com o conhecimento de que vamos precisar para uma vida sem as turbulências causadas por nós mesmos. Há turbulências (externas) inevitáveis, o diacho são as que nós provocamos. Deixe-me clarear o assunto.

Nossa primeira fase da vida vai, digamos até os 40 anos, por aí. Nesse tempo, olhamos para frente, dificilmente para trás. Depois desses 40 anos vem um tempo em que não olhamos nem para trás, nem para frente, olhamos para os lados.

Nessa fase a nossa grande inquietação se resume na pergunta: será? Será que fiz bem, será que podia ter feito melhor, será que acertei, será que errei...? Incertezas, dúvidas.

Depois dos 55 anos, mais ou menos, penso até que menos, vem o tempo da colheita. O que foi feito até então precisa ser vivido. E desse momento em diante é bom lembrarmos que vamos ter muito mais passado que futuro. O futuro vai ficando estreito, o passado se alarga cada vez mais. Ficar olhando para trás é tempo perdido, mas é o que farão os que não semearam como deviam. E era aqui que eu queria chegar.

Conheço pessoas que não têm onde cair mortas, mas... Vivem viajando, não sei como, mas imagino. Dormem no chão, dividem aposentos desconfortáveis com outras pessoas, comem mal, não vão a restaurantes, nada, todavia... Estão viajando.

Tudo bem se a pessoa já tivesse, por exemplo, um bom plano de saúde, um trabalho com salário razoável, uma qualificação profissional a garantir certa segurança de mercado, uma calculada aposentadoria que não venha a fazer a pessoa mais tarde viver as apreensões de precisar de ajuda de filhos ou de quem quer que seja, ter, enfim, uma vida de sorte a não viver, mais tarde, olhando para o passado.

Olhando e suspirando, ah, como fui burra, como fui estúpido, ah, se eu pudesse voltar atrás, arrependimentos... Depois de todo esse alicerce construído, ah, sim, a pessoa pode ir tranquila para, digamos... A Disney...

Toureiro

O Carnaval me instiga e faz lembranças. Fui tricampeão de carnaval de rua em Porto Alegre, saía pelo bloco da Sociedade Gondoleiros, os Curingas do Amor. Loucura total. Eu no tamborim ou como apresentador oficial do bloco. Minha fantasia de despedida, no desfile da Av. Borges de Medeiros, foi de toureiro medieval. Você acredita? Vestia uma capa, pesada, de veludo vermelho que mais tarde virou vestidinho de uma das minhas filhas. Valeu!

Ela

Essa é das boas. Chama-se Odja, é pastora da Igreja Batista, de Maceió. Ela está num libelo contra os que usam a palavra de Deus para manter a mulher submissa.

Odja, tens toda razão! Vivo citando aqui aquela amaldiçoada invenção que diz – “Mulher, sede submissa a vosso marido”! Está na Bíblia. Eu queria na minha delegacia quem inventou essa safadeza de segundas intenções, ah, queria.

Falta dizer

O Carnaval está aí. Nada de beber em copos de outros, suspeita máxima faz bem à saúde. Sem esquecer que as mãos e a boca dos humanos são suas partes mais imundas... Cair fora de gente fungando, tossindo e espirrando sem proteção à boca e ao nariz. Ficar longe dos imundos... Para que a quarta-feira não seja de cinzas...

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram Jaraguá do Sul