Bah, pensei que era coisa do passado, coisa do tempo em que as pessoas eram mais filosóficas, tempos em que as pessoas eram mais voltadas a bons valores, mas errei feio... Já conto.

Antes, preciso dizer que durante muito tempo nas minhas palestras, toda vez que falava em felicidade, eu citava e mostrava um jornal com reportagem sobre um curso de felicidade que fazia muito sucesso em Sidney, na Austrália. Pessoas do mundo inteiro iam para lá fazer o tal curso.

Sempre o considerei refinada estultícia, era só o que faltava eu aprender a ser feliz sentado numa banco de faculdade, trazer o diploma para casa e sair por aí a gargalhar à vida... Só o que faltava. Pensei que era uma loucura passada. Errei feio, já disse.

Acabo de ler esta manchete e a sequente história: - “Dá para ser feliz na pandemia? - o que aprendi no Curso de Felicidade de Yale”, diz uma brasileira recém-chegada do tal curso.

A moça brasileira que fez o Curso de Felicidade resumiu os conteúdos dele: - Sentir-se presente – Saborear experiências – Ser gentil – Fazer atividades físicas – Ter noites de bom sono – Mentalidade positiva – Manter conexões sociais – Meditar e sentir gratidão... Mais ou menos isso.

Francamente! O sujeito pode tentar seguir esse roteiro e ainda assim dar com os burros n’água. Não há roteiros para a felicidade, o que pode haver (muito difícil) é uma proclamação pessoal: sou feliz. Ou, melhor que isso, viver feliz sem ter disso consciência.

A consciência atrapalha a felicidade, joga-lhe água em sua fervura. Uma pessoa “conscientemente” feliz tem a tendência a pensar, poxa, isso acaba, felicidade não dura muito...

Lembro-me que quando eu era narrador de futebol na Gaúcha e via o meu nome escalado par narrar um grande jogo, eu saía saltitante pelos corredores da Gaúcha.

Pagava cafezinho a todos pela frente, mas... Havia um colega que me chegava perto do ouvido e dizia: - “Daqui a pouco vai te aparecer uma encrenca, não fica assim tão feliz”!

Eu ouvia isso e já saía à procura dessa encrenca. Colega infeliz. Em síntese, felicidade é sentir-se feliz e viver essa coceira. Fazer um curso? Francamente! E em Yale? Enlouqueceram. Não são felizes...

Mãos

A manchete do UOL - “Aperto de mão está com os dias contados após a pandemia”?

Penso que esse cerimonial sujo, mentiroso e incômodo já devia ter sumido há décadas. Mas vá negar a mão a um abobado dos protocolos, a um idiota que se avalia pelas mãos estendidas, vá.

Mãos são as partes mais sujas do corpo, bem mais que “outras coisas...”, muito mais, bah! Saiam pra lá!

Pergunta

Bastante é o que basta... Mas as pessoas confundem com “muito/muita”. Erro crasso.

A pergunta é: por que pessoas que já tem “bastante” dinheiro e sobrados bens materiais continuam lutando para ter mais e mais?

Pela magia do inconsciente, as pessoas buscam poder para fugir da morte (estupidez) e para encher-se de “poder”, um poder que lhes leva a pensar em imortalidade, como tolamente fizeram os faraós egípcios. E tudo são vaidades e correr atrás do vento...!

Falta dizer

Frase de cantinho de jornal: - “Você tem que fazer algo, do contrário está perdido”.

Vivo dizendo isso, e não é por outra razão que os homens que se aposentam e não fazem mais nada, tendo saúde, morrem mais cedo, é estatístico. Problema deles, não são espertos?

 

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