Há dois tipos de bico. O primeiro é do fazer bico diante de uma proposta enjoada que nos façam, um aborrecimento, uma chateação, por aí... E o outro tipo de bico se me afigura asqueroso: é o bico que se confunde com quebrar galho. O cara está numa pior, bolsos furados e decide fazer um bico, quer dizer, passar a perna em alguém. Ninguém que faz bico faz bem-feito, o cara está quebrando galho, um galho dele. Claro que muita gente vai fazer bico me ouvindo falar como falo, paciência. Imagine uma pessoa gravemente enferma, vai ao médico e ouve da secretária que o tal médico está fazendo um bico no hospital. Você entraria na sala cirúrgica com esse médico?

O problema pode ser menor, seu chuveiro queimou, as luzes do quarto estão piscando, coisas desse tipo. Ouvindo isso, um vizinho lhe recomenda outro vizinho, um que faz bico como eletricista. Você ligaria para o cara? Fazer bico é passar a perna em pessoas. Se o sujeito gostar do que faz vai buscar continuada qualificação, não admite senão o seu melhor e a mais elevada proficiência no que faz, nunca fará bico, fará um trabalho sério, confiável e garantido.

Entendo os que se dizem sem dinheiro e precisam de um extra, mas que não busquem esse extra quebrando galho, fazendo bicos para enganar a torcida. Quem tiver gosto por algum trabalho, buscará incansavelmente melhorar a performance, não se acomodará num emprego por salário garantido, irá longe na vida, bem mais longe que a maioria dos “biqueiros”, que vão morrer de velhos fazendo bicos. Já nem vou falar “delas” e “deles” que buscam quebrar galho, fazer bico num casamento. É o que mais anda por aí, fazem bico no casamento, mas dizendo que é amor.

Amor acontece, não se procura, amor surge como um acidente na vida, um “acidente” entre aspas, no caso, amor mesmo. Toda esta conversa, leitora, para mandar para o lixo a manchete que ainda me está diante dos olhos, esta: - “Quase metade dos brasileiros faz bico para completar a renda”. Aí você vai vê-los de perto, bah, mandriões da acomodação nos trabalhos. Cansei, mas, pensando bem, um bico....

FRASE

Um dos pastores americanos que mais ouço, para treinar o meu “listening”, é Joel Osteen. Ontem ele enfatizava que “Felicidade é uma decisão pessoal”. Uma obviedade? As verdades sempre são óbvias. Estamos costumeiramente colocando a felicidade lá ao longe, na dependência disto ou daquilo. A felicidade está dentro de nós, mais das vezes, dormindo... Quem acorda, vive a gratidão pelo que o mantém vivo e sabe que de nada precisa para mandar embora os azedumes da mente, achou a felicidade. Fácil? Aí é que o bicho pega...

DISCIPLINA

Eu não tinha pensado nisso. Ontem, ouvi um sujeito dizer que só precisa de disciplina quem não tem entusiasmo pelo que faz ou quer fazer. Quem tem esse entusiasmo por algo é disciplinado naturalmente. Como, aliás, digo eu, assim são os grandes atletas, os vencedores das provas da vida. Um jovem estudioso, consciente dos poderes que pode ter por meio dos estudos, estuda, naturalmente e com disciplina... O mais é lorota, desculpas.

FALTA DIZER

Ouvido um palestrante americano, fiquei horrorizado com os milhões de “haters” que ele dizia ter a madre Tereza de Calcutá. Ela só pregava e fazia o bem, ajudava pobres e necessitados; como ter pessoas que a odiavam? Exatamente por isso, os infelizes, vadios, sem talento nem escrúpulos se ofendem com a grandeza alheia. Só isso.