Essa pergunta inquieta o ser humano desde os perdidos tempos das cavernas, existe ou não existe o destino? Muitos, pela razão, já nos fizeram aceitar a ideia de que não, não existe o destino. E os acasos? O que seriam os acasos na sua origem? Aprendemos em Filosofia que tudo o que acontece tem um precedente, o precedente justifica o consequente... Tudo bem, é uma aparente lei física... Mas e os acasos de graves infortúnios em que, aparentemente, os infortunados nada fizeram para sofrer o que vieram a sofrer? No caso do destino, tenho dito isso várias vezes aqui, precisaríamos aceitar que esse destino só poderia existir tendo sido traçado por algo ou alguém. Algo não pode ser, só pode ou poderia ser por um Alguém, um Alguém muito mau-caráter. Costumamos acreditar num deus, teria sido esse deus o autor dos diversos “destinos” humanos? No caso positivo, esse “ser” seria um desgraçado, um demônio, no sentido figurado. Afinal, vemos pelas esquinas pessoas em bem-estar e pessoas sofrendo... Por que as diferenças? Não, nesse caso não pode haver ou ser um deus o autor dos destinos humanos. E os acasos? A pessoa vai indo pela rua e cai-lhe sobre a cabeça um tijolo. Por que o tijolo caiu na cabeça de A e não na cabeça de B? Diante desse impasse sem resposta, eu disse sem resposta, o ser humano criou, teve que criar, algo que explicasse acasos e “destinos”, criou as religiões. É um modo de nos apegarmos a um “poder” criado por nós mesmos diante da impotência fatal que nos tira o sono do berço ao último suspiro... Não sabemos de nada na vida, vivemos aflitos, e mais aflitos vivem os que se dizem crentes. Testes de todo tipo já foram feitos com “crentes”, e na hora dos confrontos com a vida esses crentes se borram, literalmente. Quer dizer, são crentes da boca para fora, nenhum deles quer morrer por sua crença ou deus... A exceção, é claro, dos gravemente transtornados da mente... Então não temos no que crer? Até podemos ter, mas que não seja um deus antropomórfico, um deus com aspecto humano, barbas brancas, bastão na mão direita e muitos ódios no coração, afinal, não fomos criados ouvindo dizer que os “deuses” castigam? Ora, se castigam não são deuses, e se escrevem destinos para fazer os humanos sofrer, que deuses são esses? Melhor é crer no silêncio do Nada, acreditando no Mistério do Tudo... Bandidos Ou adotamos punição a chicote ou não vamos muito longe. Os limites estão transbordantes. Acabo de ver a fachada de uma escola pública de São Paulo, não se via nada... Só grafites, pichações, riscos bandidos nas paredes, portões, portas, por tudo. Pegar os “autores” e dar-lhes o castigo inesquecível, com “marcas”... Ou isso ou nem o altar-mor da Catedral vai ser poupado.... Falta dizer Só o que faltava, um Seminário para discutir qual a função dos pais na educação das crianças. Ora bolas, dar o melhor exemplo, grudar limites estreitíssimos na conduta dos filhos e dizer não o tempo inteiro. Vão crescer para o bem...