É isso mesmo, as pessoas continuam batendo na porta errada para chegar à paz, à quietude emocional, a única que nos dá saúde e felicidade. Aliás, que outra paz pode haver senão a da mente? A porta certa é a dos pensamentos.

Por estes dias de nuvens pesadas sobre as cabeças de todos nós, muitas crises, tititis emocionais, brigas caseiras e nisso aparecem indicações de como podemos vencer essas crises emocionais com exercícios físicos.

Vi fotos por todos os lados, ouvi entrevistas, li jornais, tudo, de tudo, mas... Ninguém para dizer a verdade. Exercícios? Ótimos, são sempre interessantes, afinal, o ser humano é bicho de movimento, parado “enferruja”.

Todavia, o que não é dito é que de nada adiantam os melhores exercícios físicos se a cabeça da pessoa continuar a mesma.

Há pouco, ouvi numa TV uma “coach existencial” (não achou o que fazer?) passando dicas para vencer o estresse; não disse, todavia, uma única palavra sobre os pensamentos.

Fico constrangido de ouvir tantos “especialistas”, tantos “professores”, nem falo dos pobres “coaches”, os que se atrevem onde não devem, por nada saber, ninguém falando de métodos para vencermos o estresse caseiro, por exemplo.

No caso do convívio caseiro, aquela história de quarentena, se mulher e marido não se afinarem no coração, não se gostarem de fato e não forem pessoas bem-educadas, não haverá exercício físico capaz de dar a dupla paz e felicidade.

É a afinidade o que mais conta; o que a dupla tem na cabeça, o modo de pensar as realidades e a vida. O mais é ingênua perda de tempo.

Estresse é um estímulo “externo” de percepção que mais das vezes não contém qualquer efeito negativo sobre a pessoa, a não ser que essa pessoa se torne “vítima” desse estímulo, mas quem decide por ser vítima é a pessoa.

Algo aborrecido para você me pode fazer rir, e assim em sentido contrário, quer dizer, não é a coisa em si o que nos abate, mas os valores que damos a essa coisa. E não sabem disso ainda? E querem vencer o discutível estresse com levantar e baixar as pernas e braços? Superior ignorância.

O que nos faz calmos e felicidades não está no corpo físico em si, está na interpretação dos neurônios condicionados para pensar positivo ou negativo. O mais, companheira, é fuga...

Se

Se eu tivesse dinheiro, pagaria para 30 enfermeiras hospitalares escrever, cada uma delas, um livro, anônimos, com todos os seus testemunhos mais “escabrosos” de parte dos doutores e seus “equívocos” e deslizes éticos.

Seria muito interessante e seria justo para os prejudicados.

Em todas as ações humanas, a competência e a ética precisam ser bem casadas, em algumas profissões essa questão é transcendental, implica em vida ou morte. Um dia os livros serão escritos, estou apostando na loteria...

Tempos

No Brasil dos “vida leva eu” não há novidades, os desvarios vivem de plantão e se repetem. Ouça esta manchete do então presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de maio de 2011:

- “É hora de poupar, não de consumir”. Estávamos numa crise, outra. E os “porongos” não aprenderam? Não, só vão aprender no “laço”. Laço que está se aproximando...

Falta dizer

A maioria estonteante do rebanho range dentes ao trabalhar; só que agora multidões de desempregados rangem dentes por um trabalho.

E, obstruindo o caminho, há ainda os “crentes” que acreditam no “pecado original”, pelo qual o ser humano foi condenado ao trabalho. Coitados.

Nunca houve pecado original, o que há é a graça e a bem-aventurança do trabalho. Suar faz bem.

 

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