Estão acordando

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

quinta-feira, 10:09 - 18/02/2016

Luiz Carlos Prates
Acabei de ler uma manchete num jornal de São Paulo e minha memória correu para algumas décadas passadas. Eu era estudante de Psicologia e comentarista da RBS/TV de Porto Alegre. Foi assim... Eu estava me preparando para entrar no Jornal do Almoço quando um grupo de garotas, estudantes do Colégio Nossa Senhora da Glória, foram me procurar para uma entrevista. Elas queriam ouvir alguém “famoso” sobre algumas questões da vida. Eu disse a elas que deviam ter errado o enderenço, elas sorriram mas afirmaram que sim, que era mesmo comigo a entrevista. Roda a fita, eu disse a elas. Era um gravador de fitas. Pergunta vai, pergunta vem, uma das garotas me perguntou qual era a fórmula do sucesso. Sem piscar, respondi que era: ser uma pessoa afeita ao trabalho, afinal, um vadio não vai longe; ter uma inteligência média e, por fim, uma boa dose de mau-caratismo. As gurias piscaram, mau-caratismo? Sim, sem uma boa dose de mau-caratismo, por mais que a pessoa seja trabalhadora e inteligente, não irá muito longe. As pessoas boas, honestas, éticas, precisam apagar as labaredas do inferno para subir na vida. Já as safadas têm campo aberto pela frente... E a entrevista seguiu até o fim, nunca mais soube das meninas, mas agora me lembrei delas. A manchete que vi no jornal paulista foi esta: - “Empresas deixam currículo em 2º plano e avaliam valores do candidato”. Aleluia! Conheço vários “doutores” com diploma de Harvard (conheço mesmo) que não deviam ter nascido. Fazem qualquer coisa... Mas curiosamente, “ainda”, esses caras são os que sobem mais rápido nas empresas, são promovidos com mais entusiasmo pelos diretores. Depois se queixam... Não há dúvida que um profissional ético, bem-disposto, leal à empresa e que busque continuadamente o aperfeiçoamento no que faz ou se dispõe a fazer é o melhor negócio para qualquer empresa. E os “espertos” das diretorias parece que estão acordando... Não é sem tempo. Com caráter e boa vontade o sujeito aprende o que for e nunca vai tirar o sono de quem o empregou. De outro modo, que os diretores não se queixem dos tombos que vão levar... Finalmente, a abençoada crise está abrindo os olhos de quem até agora julgava pelas aparências. Que cheguem ao poder os bons, os corretos. Já.

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