Estacionei o carro na frente de uma loja, estacionamento legal. E fiquei fazendo tempo, esperava... Na frente da loja estava um homem e um cachorro preto e branco muito simpático, numa trela, é claro.

O sujeito ficou uma eternidade olhando para o celular. Na frente da loja havia uma pequena cerca de folhagens. O cachorrinho puxava a trela para a direita e para a esquerda, o que desse, nada dava, a trela era curta e bem puxada.

O bichinho queria cheirar os vegetais, ciscar, fazer xixi, sei lá. Estava inquieto, queria chegar perto das folhagens. E nada. Desliguei o meu radar de observador e fiquei pensando: que diferença há entre mim e aquele cachorro? Que diferença pode haver entre você, leitora, leitor, e o bichinho na trela?

Desculpe-me a citação aparentemente grosseira, mas você sabe que não há nenhuma diferença. Vivemos em trelas invisíveis. E quem nos pôs nessas trelas? Nós mesmos e os que nos educaram, aliás, impossível viver sem trelas, impossível.

Você, leitora, tem, por exemplo, liberdade para fazer o que bem entende? Coisa nenhuma. Só pode fazer o que as “trelas” permitem, trelas sociais, trelas religiosas (náuseas), trelas políticas, trelas pessoais, que você mesma foi buscar e colocar no seu pescoço, temos as trelas do medo, trelas de todo tipo.

Só um idiota se diz livre: - Faço o que quero! Faz nada. Mas o pior de tudo são as trelas que nós mesmos nos colocamos, trelas que bem podiam não existir. Tristeza, mas o ser humano nasceu, foi “educado” pelos mais velhos no convívio social, para ser um medroso. E os medrosos não podem mesmo atravessar tranquilos a rua da vida, precisam de trelas, e bem puxadas...

Enquanto olhava para o cãozinho “botafoguense”, preto e branco, fiquei pensando: pobrezinho, ele não sabe que um cão de rua, um cão de mendigo é muito mais feliz que ele que tem “tudo”.

Um cão de apartamento pode ter tudo, cama, comida e roupa lavada, mas... Não tem liberdade, vive na trela do amor “empacotado”, só sai à rua para dar falsas caminhadas, não pode nem cheirar um arbusto.

Um cãozinho desse tipo deve olhar para os irmãozinhos que andam soltos na rua e suspirar: - “Que inveja, mas um dia vou viver sem trela também, na outra encarnação ou quando puder fugir”! Eu digo o mesmo, amiguinho!

Música

Ontem busquei música de fundo para trabalhar no meu canto. Achei na internet - “Música instrumental para restaurantes elegantes”. Sim, senhora, isso mesmo.

Fiquei pensando: por que no Brasil o que mais se ouve em restaurantes são ruídos, verdadeiros barulhos e não música? Ora, pela cabeça estúpida de quem dirige... Tocam músicas para “jovens” toupeiras.

Depois querem clientes fieis, fieis são os que têm dinheiro: os mais velhos. Burrada!

Crise

Depois desta crise toda e das tantas demissões, vai haver uma corrida para empregos, mas... Não haverá mercado para todos.

E como haverá uma multidão de desempregados, só os mais qualificados terão as melhores chances. A maioria vai ter que pegar o que der e com salários ao rés-do-chão, são as realidades do capitalismo.

Falta dizer

Quando olhamos para algo ou alguém e imediatamente firmamos um conceito, que pode estar certo, mas que pode estar errado, não somos gênios.

Estamos apenas avaliando, seja o que for, por nossas experiências passadas e inconscientes. Vale para quem achamos simpático ou antipático no primeiro encontro.

Tudo vem das experiências passadas e que estão nos escuros porões da mente. Vale para o chamado amor à primeira vista.

 

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