Vamos admitir que fosse verdade a história do Paraíso e de Adão e Eva, vamos admitir. Claro que a história foi inventada por pessoas bem articuladas que desejaram passar lições assustadoras aos “pequenos”, aos que tinham – e têm – dificuldades para pensar, para discernir, enfim, para ver e perceber o mundo. Mas vamos lá, vamos admitir que a história fosse verdadeira. O que teria acontecido? Teria acontecido que o abobado do Adão trocara o Paraíso (e foi ele o pai do pecado) por uma maçã. Tem cabimento um estúpido trocar a felicidade sem fim por uma maçã? Tem, tem cabimento. A história outra coisa não fez senão passar-nos de modo “desenhado” a ideia de como costuma ser estúpido o ser humano. Agora vamos trazer essa história para os dias de hoje. Tem cabimento, por exemplo, multidões de jovens, mundo em fora, andar de cabeça baixa sobre um celular quando bem podiam baixar os olhos sobre livros? Que “paraíso” na terra teríamos, multidões de jovens lendo e não se “estupidificando” em mensagens vazias, tolas, fúteis de tela de celular... Que mundo teríamos. Mas não, os vazios procuram outros vazios. Um tempo infinito – e perdido, nunca mais será recuperado – em futilidades trocadas com pessoas tão vazias quanto uma lata de cerveja depois da festa... E ninguém diz nada. Aliás, os pais, mais das vezes, são piores que os filhos. Em suas cabeças duas ervilhas se digladiam... Agora, professores em São Paulo, diante do escandaloso vazio das cabeças dos jovens, querem arrumar um jeito de levar para a sala de aula – de modo oficial – discussões sobre questões de fundamentos políticos. Seria para a formação de cidadãos e não de idiotas que saem da faculdade apenas com o diploma. A ideia nasceu de uma pesquisa que revelou que os tais jovens não sabem de nada do mundo “oficial” e, pior, não querem saber. Bah, que falta de colégios militares nesses vadios da cidadania. O único problema, a meu juízo, nessa ideia dos professores de São Paulo, é que os “professores” dessas discussões sobre política e sociedade venham a ser desses pobretões mentais da esquerda, que é só o que dá nos corredores dos colégios e universidades. Nesse caso, companheiros, melhor é o analfabetismo político, muito melhor. Os “pútridos” afundaram o Brasil e liquidariam o que sobra nos jovens...

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