Vou contar uma história, não minha, mas de um companheiro. Fui muitas vezes à Bogotá, na Colômbia. Numa dessas viagens, saí para dar umas voltas com um companheiro de rádio, meu “adversário” de prefixo, eu era da Guaíba e ele da Gaúcha.

Decidimos ir ao Museu do Ouro, um museu fascinante. Quando você entra no subsolo do museu, onde ficam as melhores obras, fecham-se atrás de você portas de aço desta grossura... Ninguém jamais vai assaltar o museu.

Todas as peças, todas, são de ouro maciço, obras indígenas pré-colombianas de nos fazer cair o queixo. Lanças da grossura de um cabo de vassoura, ouro puro. E assim machados e tudo o mais. Agora a história.

Andávamos, eu e meu colega, girando por entre os corredores do museu quando parou ao lado dele uma linda mulher, argentina. E ela tirou conversa com meu colega, sorria e não quis mais sair do lado dele, era uma “cantada” daquelas. Quando senti o clima, zarpei.

Minutos depois, vinha o colega, rápido, querendo ir embora, cair fora do museu. Sôfrego, me disse que queria escapar da argentina. Depois, explicou: - “Pô, Prates, me conheces, sabes que sou chegado, mas essa não dava...”.

Objetivamente, me disse que não tinha coragem de trair a mulher dele, não tinha. Ponto final na história.

Muitos vão dizer, bah, mas esse teu amigo é um borra-botas, o cara estava longe de casa, aparece, de graça, uma gatona dessas e o cara dá no pé? O colega deixou claro que trair a mulher o ia deixar com um gravíssimo sentimento de culpa, seria uma sacanagem.

Pois é, leitora, mas nós também vivemos situações parecidas diante de tentações ou ações erradas.

Se não há ninguém por perto, muitos levam coisas de onde não devem, deixam janelas abertas, sendo os últimos a sair, não fecham as gavetas da mesa ao lado, “esquecidas” abertas pelo colega que saiu apressado, deixamos a luz acessa, não limpamos muitas das nossas sujeiras, e esquecemos que as “paredes” têm olhos e ouvidos.

Elas ouvem e veem tudo, e um dia vão contar de nós a quem de direito, não sem antes nos tirar o sono pelo sentimento de culpa, afinal, todos sabemos do certo e do errado na vida. Melhor é não cair em tentação, deitar e dormir, você não acha? Aquele meu colega achava...

Famílias

Manchete velha que se atualiza diariamente: - “Crise de valores leva a classe média ao crime”. A afirmação é de um antropólogo, jornal de São Paulo.

Antes de tudo, famílias são raríssimas hoje, o que há por aí são ajuntamentos. Família educa, puxa as rédeas da educação moral e cívica, adverte e se não der resultado, chinelo, o grande “mestre”. Mas como é que os “pais” vão educar se eles são o que são?

Seleção

A seleção de pessoal nas empresas devia ser feita, a entrevista, com as pessoas atrás de uma cortina. O selecionador não veria a cara dos candidatos. Escolheria “só” pelas qualidades ouvidas...

E mulher não pode selecionar mulher, nunca deu e nunca vai dar certo. Mulher não seleciona mulher competente, é o que penso. Não me pergunte das razões...

Falta dizer

Vi as imagens. Era um aniversário de menina. Na hora de assoprar a vela, a aniversariante apontou o bico e... uma amiguinha ao lado se antecipou e assoprou primeiro.

A aniversariante, uns 5 anos, se atirou sobre os cabelos da “amiguinha” e a fez rodar, com fúria. O que eu penso da “amiguinha”? Se eu disser chegará à ONU...

 

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