Elas quem, cara pálida? Muitas mulheres, ouso afirmar que a maioria delas anda por aí anda sem bússola, sem a boa bússola existencial. Vamos iniciar a conversa, leitora, com esta manchete: - “Muitas mulheres mais velhas usam palavrões como forma de libertação”. A manchete estava num jornal de São Paulo. Tem cabimento? Tem cabimento que mulheres com mais “experiência” se rebaixem ao ponto de sujar a boca com linguagem vulgar, com palavrões? Tem, tem cabimento, e não só com mulheres mais velhas, as novas também perderam a compostura, se é que um dia a tiveram. Quem um dia foi bem-educada/o por pai e mãe não se vai perder na estrada da vida mais tarde, ah, não se vai. Não é pelo vulgarismo da fala que uma mulher vai conquistar espaços, pelo contrário, é pelos cuidados na fala, nos conteúdos, na elevação do vocabulário que ela vai se revelar, se impor e até assustar... O chulismo na fala revela, afinal, não vivo dizendo aqui – Fala, se queres que te conheça? Não foi por outra razão que os gregos clássicos legaram-nos essa sentença magnífica, alicerce da Psicanálise. A libertação da mulher não pode vir da vulgaridade, há de vir, aí sim, da postura firme, educada e, sobretudo, do saber dizer não. É o “não” que liberta a mulher, e isso desde o primeiro dia de aula ao primeiro dia de namoro... É bom que “as mães” ensinem isso às filhas... As mulheres vivem dizendo “sim” aos “bermudões” com quem convivem, sejam namorados, amantes, maridos, quem for. Esquecem, ou nunca souberam, que a palavra mágica para elas é o “não”. Mulher que sabe dizer não é mais mulher, é Mulher e não mulherzinha. Os “bermudas” não gostam, não querem, por exemplo, camisinha no sexo, e elas dizem sim... A estupenda maioria silencia diante dos desejos dos tipos com quem convivem. Elas não mexem no cabelo sem a permissão deles, não usam deste ou daquele tipo de roupa sem a aprovação deles... Que tipo de mulher é esse? E isso tudo, sem falar nas que são caladas à força: - Cala a boca, quem manda sou eu!, diz o macho impotente. E elas vão chorar lá dentro. Não adianta dizer palavrões depois de “velhas”, de nada vai adiantar. Mas dizer “não”, aí sim, aí vai adiantar, a mulher vai se fazer respeitar. São raríssimas essas mulheres. E adianta dizer? ESTRANHO O que leva uma pessoa à vida política? Três razões: vaidade (busca de poder), prestar serviços à comunidade; e resolver financeiramente a vida pessoal. Qual a razão, por exemplo, que pode ter levado um vereador em São Paulo a gastar 2,2 milhões na campanha se ele não vai ganhar isso de salário nos quatro anos de mandato? Que baita amor à cidade... Fico até com vergonha. FALTA DIZER O que são os secundários na personalidade? É o que não nos tem muito valor. Já os essenciais são a nossa identidade moral, e essa jamais muda ao longo da vida.