Dia destes, comentei aqui que por pesquisas internacionais o Brasil é o 5º país mais ignorante do mundo, mas há quem diga que vamos reagir... ainda seremos os primeiros...

Brincadeira estúpida à parte, claro que vai piorar. Veja bem, as grandes redes de livrarias no Brasil estão fechando as portas, falidas, raríssimos leem. Enquanto isso, os abobados da enchente vão poder ter até 4 armas legalizadas, em casa. Em casa? Ora, não me façam rir porque a vontade que tenho é de sair “atirando”, atirando desaforos aos falsos bonzinhos e ordeiros.

O safado vai poder ter até 4 armas legalizadas, mas não lê 4 livros por ano, nem a pau, Juvenal. Isso se já leu algum livro nos “últimos anos”. O de que os brasileiros precisam não é de armas legalizadas, o de que precisam é de cabeças arejadas, fortalecidas e competentes para a vida e para o trabalho, e o fortificante dessas virtudes está nas páginas dos livros. A média de leitura dos brasileiros, a média entre os que dizem ler, não passa de 2%. O mais que andam dizendo é mentira. Dois por cento e olhe lá...

Um sujeito com uma pequena biblioteca em casa está armado para o que der e vier na vida, está armado com todos os passaportes, pode viajar pelo mundo sem sair de casa, pode calar desafetos com o calor das palavras e dos conhecimentos de qualidade, o mais é coisa de frouxo da vida, coisa dos que só são alguma coisa no amparo de alguém ou de uma arma.

- Ah, e tem outra. As mulheres que não fiquem “esperando” por algum desentendimento... Quando o marido, o amante, quem for, chegar em casa dizendo que agora tem uma ou mais armas legalizadas dentro da gaveta, as mulheres que reajam e digam altivamente: - “Eu também tenho um revólver, amor, uma gracinha, está guardado comigo! Por que só os machinhos podem ter armas, por que elas ficam quietas e dizem não precisar, hein? Olho por olho, dente por dente. Ah, e quase esquecia, o sujeito para ter posse de arma teria que passar por uma avaliação psicológica daquelas feitas com os astronautas da Nasa, tudo nos detalhes, na ciência, na competência. Aqui no Brasil os exames psicotécnicos são de fazer rir, quando na verdade é de fazer enfurecer. Estamos entendidos? Mais livros, menos machinhos armados.

Pudor

Fico sabendo, por fontes diversas, que é cada vez maior o número de famílias que admitem encontros “amorosos” dos filhos dentre de suas casas. Dito de outro modo, a guria dorme com o namorado debaixo do mesmo teto do pai e da mãe dela. Tudo numa boa, sem grilos nem preconceitos. – “Lá fora é muito perigoso”, dizem muitos dos despudorados. Gentalha. E será tão importante esse sexo para a sirigaita sem pudor e para o mandrião que não se olha no espelho. Que falta de “cinta”.

Curioso

Bem curioso... Muitos pais ditos amorosos, que dizem se preocupar com os filhos, não se preocupam com a droga que eles, pais, consomem. Como podem educar os filhos se estão a alimentar o tráfico de drogas, tráfico gerador de todos os crimes da sociedade dita moderna? Safados, duas caras!

Falta dizer

Melhorou muito, mas ainda está longe de estar bom... Lembro bem, no passado era incondicional, guris ganhavam revólveres de plástico e caminhõezinhos de presente, e as meninas, regra inquebrável, ganhavam bonecas e casinhas. Ainda é assim, mas melhorou, longe ainda do ideal. E o ideal é – a todos e por igual – livros, muitos livros. O mais é nauseabundo condicionamento...