Vou contar um fato. Fato que me irritou, mas eu já devia estar acostumado, afinal, conheço bem a “história” de Adão e Eva, foi lá que tudo começou. Afinal, homens idiotas não inventaram que o pecado foi culpa da Eva? Safados, cretinos misóginos. Muitas mulheres ficam iradas quando ouvem o de que não gostam: críticas, avaliações às suas posturas. Mas não têm que ficar. Têm, isso sim que ir à luta. A estonteante maioria das mulheres se acomoda à “posição de mulher”, à subalternidade diante dos homens, essas coisas que bem elas conhecem. A luta pelos direitos iguais é, ou deve ser, a primeira causa das várias lutas. Aliás, não existe em nenhum lugar do mundo igualdade entre homens e mulheres, estou falando de posturas sociais, tudo por igual, tudo, isso não existe sobre a Terra. Faz tempo que venho pregando aqui pela revolução cultural das mulheres, a revolução dos costumes, da educação, uma revolução que só pode começar dentro das famílias e só dentro das famílias. Nenhuma escola ou instituição têm poder para fazer o que não tenha sido feito antes pela família. Ou a família faz ou ninguém o fará. O fato que me irritou, leitora, foi ler num site que a Munik, jovem recém-vencedora do BBB, já foi convidada a posar pelada. Pelada é a palavra adequada, nua é palavra fina, elegante, não serve para o caso em discussão... Por que posar pelada, o que a Munik tem de diferente das outras mulheres? Nada, absolutamente nada. Ah, Prates, mas na hora em que os homens decidem despi-las elas ficam um degrau abaixo deles, eles na verdade não as querem ver peladas, querem-nas ver, isso sim, diminuídas! E não me venha uma sirigaita qualquer dizer que tirar a roupa da mulher, num caso como esse, nada tem de indecente e de diminuição da mulher. Tem sim. Os homens sabem bem disso. E uma mulher que se despe por dinheiro não difere de nenhuma dessas pobres coitadas que para sobreviver andam vendendo o corpo pelas esquinas. Nenhuma diferença. Sei que neste momento estou sendo mandado... longe... Paciência. A verdade é um remédio muito amargo mas é o único que nos confere saúde moral. Ah, até agora a Munik não aceitou os convites para satisfazer os homens. Torço por ti, Munik, mas... Tenho dúvidas sobre se vais resistir. Tomara que resistas. Tomara, mas...

LEIA A COLUNA COMPLETA NA VERSÃO DIGITAL DO JORNAL O CORREIO DO POVO