- Prates, tu vês A Fazenda, na Record? – Vejo, vejo e tenho uma razão muito forte para ver. A razão é loira e se chama Ana Paula, a Aninha é um tipo de mulher zangada de que gosto, gosto na tevê, nos filmes, bem entendido.

Conheci a Ana Paula no BBB da Globo. Ela foi o BBB por inteiro, um show. Agora está n’A Fazenda. E dia destes ela deu uma entrevista e fez uma frase que me traz à esta conversa com você.

Aninha, que vive encrencada nos programas de que participa, disse que está, outra vez, cometendo erros que ela já cometeu no passado. Erros nos relacionamentos com os parceiros de programa. Essa frase da Aninha é interessante e me fez vir até aqui.

Quando a Ana diz que “Estou cometendo outra vez os erros que já cometi”, ela está dizendo uma verdade humana irretocável. Vivo repetindo aqui, nas palestras, no rádio, na tevê, nas esquinas, que somos “moldados” na primeira infância para ser o que somos hoje. Nossos mais velhos que nos educaram, pai, mãe, avós, tios, nos passaram seus valores e nós, indefesos, os assumimos como verdades eternas. É o chamado Período do Molde, tese freudiana inquietadora.

É bom entender que depois dos cinco ou seis primeiros anos de vida nunca mais vamos deixar de ser o que fizeram de nós do ponto de vista moral. Nunca mais. Após o Período de Molde, do nascimento aos cinco ou seis anos, vem a Compulsão à Repetição, a repetição eterna do que “fizeram” de nós na primeira infância. Só vamos mudar nas questões secundárias. Razão para nenhum idiota tentar recuperar um bandido sanguinário, ele é incorrigível, certo? Acho muito bom.

O de que a Ana Paula se queixa, eu me queixo, você se deve queixar e, com certeza, o Papa também. Quantas vezes já nos prometemos nunca mais fazer alguma coisa, quantas? E, todavia, nos repetimos, caímos na repetição, e mais uma vez o arrependimento. Após isso, nova promessa: não faço mais, foi a última vez. Foi a última vez coisa nenhuma.

Mas que fique claro: sob consciência clara e algum medo, podemos sim segurar os ímpetos que nos levam a ações estúpidas, porém... Manter sempre a consciência ligada é quase impossível... A recaída vira, não é mesmo Aninha linda? Estou esperando à noite para te ver n’A Fazenda, na Record.

Mulheres

Mulheres, cuidem-se mais. Muito do que mulheres fazem não as vai levar a uma vida melhor, por exemplo, intoxicar-se com pílulas anticoncepcionais porque os babacões seus companheiros não querem usar camisinha. E elas se danam. Pílulas não fazem bem à saúde. Sem discussão. Ademais, há uma outra moda que encurta a saúde, ou a vida: a maldita reposição hormonal. Tudo veneno contra a mulher, mas... Elas recalcitram.

Problema

A “Child Trends” (mais ou menos Tendências das Crianças, empresa americana de estudos da infância) diz que – “Pesquisas mostram que crianças criadas fora do casamento estão mais propensas a abandonar a escola, usar drogas e envolver-se em violência”. E o que significa “fora do casamento”? Significa pai para lá, mãe para cá... Essa modernidade de muitos ajuntamentos de hoje, ajuntamentos chamados de casamentos. Pais diferentes e filhos “de ninguém”, num certo sentido.

Falta dizer

Um publicitário dizendo numa palestra que não é interessante enfatizar nas propagandas de uma loja descontos, por exemplo, de 15%. Segundo ele, poucas pessoas sabem fazer o cálculo e entender a oferta. Melhor é dizer – Mais Barato ou Liquidação, coisas assim, mastigadas. Que horror. Mas ele tem toda a razão.