Faz anos que vidrei por frases. Passei a gostar delas ao lê-las em para-choques traseiros de caminhões. Hoje isso está fora de moda, hoje no máximo um idiota ou outro escreve - “Dirigido por mim, guiado por deus”. Que horror! Mas, fazer o quê? Cada um tem a ervilha que quiser na cabeça...

Uma das frases, um tipo especial de provérbio, bem popular, diz que – “A dor ensina a gemer”. Sim, a dor física produz gemidos, mas a sabedoria popular fez elástico do provérbio e levou-nos a pensar em outras dores.

A “dor” dos endividamentos, por exemplo, dor produzida por falta de educação financeira e, sobretudo, por estupidez mesmo. São daqueles tipos que gastam o que não têm, que se valem, não raro, do cheque especial e que depois estão se queixando da sorte, do governo, da mãe Joana e nunca deles mesmos.

Tenho nos meus arquivos sobre finanças várias, incontáveis manchetes com títulos como este, de um jornal paulista: - “Metade das famílias gasta mais do que ganha”. Ora, tal tipo de gastança produz “dores”, e as dores ensinam a gemer. Mas a gemer o quê?

Ouça a sequência da manchete: - “... Apesar do endividamento elevado, famílias não deixam de comprar os produtos mais sofisticados”. Diga-me se tem cabimento.

O cara não tem onde cair morto, mas ele quer o produto mais caro da gôndola do supermercado... A esganiçada diz que não sabe pintar o próprio cabelo, então, ela tem que ir ao salão... O mandrião, filho criança, não vai para o colégio sem o dinheiro para a merenda na cantina... Levar um pão com geleia de casa, nem pensar.

Ficar em casa no fim de semana? Nunca. Endividam-se e aí... Vão gemer? Qual o significado de gemer a dor que o próprio “sofredor” causou a si mesmo? Quem faz poupança? Apenas 4% da população, em dados atualizados.

E não me venham “coitados” dizer que não poupam porque ganham pouco. É exatamente quem ganha pouco quem tem que poupar. Ganhas mil reais por mês? Faz de conta que te reduziram o salário, mesmo assim, pegues 20 pilas desses mil e ponhas numa “caixa de sapato”...

É uma baita poupança para quem ganha pouco, além de revelar disciplina e vergonha na cara. O mais a dor ensina. Como se gemer adiantasse...

Passos

O povo, quietinho na moita, cria frases que resumem enciclopédias. Isso é sabedoria, como, por exemplo, dizer que o passo não pode ser maior que as pernas.

O que quer dizer? Que não devemos, como exemplo, gastar mais do que ganhamos. E é o que a maioria da “brasileirada” faz, depois se queixa da empresa, do salário, do governo, da mãe Joana, e nunca se olha no espelho.

Se não for o espelho, que olhem para as “pernas”...

Verdade

Alguém no Brasil é proibido de estudar? Alguém é proibido de se tornar qualificado para um determinado trabalho? Alguém é proibido de ser decente, de ter vergonha na cara, de crescer e ser? Não.

Então, por que os mandriões falam em falta de oportunidades, desigualdades, isso e aquilo? Se a pessoa quiser, ela cresce e poderá ser o que bem entender. Mas os mandriões veem óbices “sociais” em tudo. Mandriões.

Falta dizer

Gente boa, equilibrada, prefeitos, médicos, fazem o que podem para conter a gentalha nos seus ímpetos de prevaricações e festejos, mas são calados pelos que só buscam lucros e “direitos”.

Dá no que está dando, um horror de mortos pelo coronavírus, famílias destroçadas e os “impunes” incentivando festas e “aberturas”. Lixos.

 

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