Foto Divulgação
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Nos meus primeiros 25 anos de jornalismo, rarissimamente tive sábados e domingos sem trabalho. Fui narrador de futebol durante esse tempo, e futebol, você sabe, tem seus dias fortes nos fins de semana.

Foi nesse tempo que fiz Psicologia na PUC/RS. E por estar no futebol, além de narrar jogos de outros esportes, fiz da Psicologia Esportiva um dos meus estudos permanentes.

Costumo dedicar um dia da semana para a psicologia do esporte. Ontem li sobre vivências de atletas que bem se ajustam a nós todos, tenhamos o trabalho que tivermos.

O assunto era – Dor. Isso mesmo, dor. Em certos esportes, como o tênis, em que a pessoa entra em quadra sozinha não há em quem se apoiar. O tênis é um somatório de “arranques” para lá e para cá o tempo todo, a dor faz parte “natural” e permanente ao logo da carreira.

Uma frase da ginasta Daniele Hypólito é interessante e serve para nós: - “Se você tem algo importante para fazer, mas está com dor, tem que ir mesmo assim”. Essa frase serve para o que vou dizer.

Todos somos “ginastas” em nosso trabalho. Seja qual for o trabalho ele exige superar as “dores” inerentes do dia a dia nas labutas. Temos as dores do convívio, do convívio com algumas pessoas desagradáveis no ambiente de trabalho. Aguentar.

Temos as “dores” do comportamento, sem essa de sou assim e eles têm que me aceitar. Negativo. Temos que adotar um sistema “tático” para nos ajustarmos ao comportamento desejado naquele ambiente...

Temos que superar as apatias diante da busca continuada, obrigação, de qualificação no trabalho que realizamos. Não existe o jogo está ganho...

Buscar melhor qualificação sempre e sempre, afinal, o jogo só acaba na aposentadoria... Temos que suportar as dores de eventuais derrotas na vida e no trabalho, faz parte do “jogo”, ninguém ganha sempre.

Quer dizer, todos somos “atletas”, dentro ou fora de uma quadra, ou gramado, temos que jogar o jogo e suportar as dores físicas e emocionais dessa disputa.

Os que vivem gemendo e não entendem que para vencer é preciso superar dores de todo tipo, não irão longe, vão acabar no banco de reservas da vida, abrindo vagas para outros. Vencer é gemer... E quem geme em silêncio é mais forte...

Ela

Trata-se de uma funcionária de um Detran brasileiro...

Numa entrevista, perguntada sobre que tipo de motorista é que mais tenta dar carteirada, ela foi direta: advogados.

E conta que o pai dela é médico militar e que os seus superiores viviam pedindo a ele que assinasse laudos falsos. Ele os mandou ao devido lugar.

Quer dizer que há “graduados” querendo facilidades ilegais? Ora, é o que mais existe no Brasil. Vagabundos.

Curas

Em Santiago no Chile há um famoso curandeiro, Manuel, procurado por gentes do mundo todo.

Numa entrevista ao The New York Times, ele disse que – “As pessoas ficam doentes porque estão pagando o preço por algum mal que fizeram; é seu espírito que está afetando sua saúde”.

Se alguém achar estranha a declaração é porque não conhece a psicologia do inconsciente... O curandeiro não é trouxa.

Falta dizer

Essa história contada no espaço anterior, de o “espírito” procurar nos punir por nossos erros, é psicologia pura.

Nosso inconsciente (que seria o “espírito”) tem um “tribunal” severo, ele nos produz sentimentos de culpa, remorsos, inadequações pelo que fizemos e que acabam nos empurrando para “pagamentos” pelo que fizemos.

E por essas sentenças inconscientes vamos nos estrepar na vida. Pagamos de um modo ou de outro. Ninguém escapa.

 

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