Não importa a sua idade. Se for jovem, então é com você mesmo a conversa. Se não for jovem também é com você. Afinal, você pode ser pai, mãe, irmão mais velho, avô, avó, o que for. Digamos então que a conversa seja com todos, mas... de modo especial com os mais jovens.

O “pessoalzinho” anda muito atirado, “estudando” até tarde, deixando para amanhã a busca por um trabalho, já nem digo emprego... A turminha está acomodada aos novos tempos, aos tempos em que a adolescência vai até aos 30 anos, é isso? Pelo que vejo por aí, sim, é isso. Então, vamos lá, chega de lero-lero e conversa mole. Lero-lero e conversa mole não aqui, mas nas casas das famílias por aí.

Acabei de ler uma entrevista, a declaração de um médico especialista em longevidade. Sujeito objetivo. Em resumo, “ouça” o que ele disse: - “A geração de hoje depende até tarde dos pais, e pode ter dificuldades para se aposentar. Em breve, serão eles os idosos”. Vou meter a colher na declaração do médico. Não é que os jovens, os acomodados de hoje, poderão ter dificuldades para levar uma vida razoavelmente tranquila nos adiantados da vida, eles vão ter, sim, sérios problemas. Estão deixando tudo para mais tarde, e esse mais tarde os vai danar.

É bom lembrar que começamos a envelhecer e a morrer no exato instante em que nascemos. Esperar pelo futuro lá adiante para só então começar um trabalho, iniciar uma poupança, adquirir os bens de que vamos precisar na velhice é estultícia típica da geração moleza.

Claro que há exceções. Mas a grande verdade é que há multidões de jovens paspalhos perdendo tempo com digitações inúteis e típica dos abobados. Não largam o celular, a barra da saia da mãe e os bolsos do velho pai, aposentado e esquálido nos rendimentos.

O que não tem cabimento é que pais velhos, com aposentadorias minguadas, tenham que assistir (assistir aqui é ajudar) a filhos que não se coçam para encaminhar a vida deles para um bom porto seguro. Ou se começa cedo a pensar na aposentadoria ou num seguro investimento para o futuro ou esse futuro vai chegar e encontrar a porta fechada. A porta de uma vida razoavelmente cômoda, não mais. Mas a “garotada” quer continuar estudando... e estudando... e estudando. Ah, vão mentir lá atrás do morro.

Gatos

Um sujeito anunciando nas redes sociais seus préstimos para trabalhos domésticos: corte de grama, poda de árvores, isso e mais aquilo... No fim ele diz que – solto gatos longe. Entendi a mensagem. Mas eu te digo uma coisa, camarada: - nunca cruzes o meu caminho. Nunca. Rezes para isso. Estamos entendidos? Agora, imagina as piores pragas possíveis. Roguei-as todas a ti. Abre o olho...

Elas

Depois, “essas” mulheres querem poder e emancipação... Nunca vão ter. Veja esta manchete do IBOPE – “6 em cada 10 eleitoras estão mais propensas a votar em branco ou nulo”. Só posso creditar esse posicionamento a duas razões: ignorância ou irresponsabilidade. Mas que fique claro: omitir-se é tanto pecado religioso quanto “crime”. Depois não se queixem, omissas.

Falta dizer

Há milênios que pessoas inteligentes e sensíveis dizem que – “Uma vida digna é a única religião”. Concordo. De nada adianta o canalha ir à missa, juntar as mãos, fingir orações e ficar olhando para as pernas das mulheres na igreja... ou a idosa beata, com a cabeça coberta, orar, orar e... desejar o mal da nora. Safados. Quem é bom e honesto já está no céu, sem passaportes religiosos.