E agora, vida, o que faço? Subo ou desço? Dobro à esquerda ou à direita? Ando ou paro? Dúvidas. Dúvidas corroem. Será que dúvidas corroem ou dúvidas são a melhor saída para uma vida melhor? – Ah, Prates, estás delirando? É possível, leitora. Acabo de ler a história de vida de um judeu alemão iluminado, um cientista da Física, um cara que entrou para a História.

Esse sujeito chamava-se Max Born (1882/1970). Ele foi enfático ao dizer que a dúvida é a nossa única certeza na vida. Aliás, antes de ir adiante, devo dizer que a ciência apoia o queixo sobre a dúvida, não existe certezas nas ciências, o que é hoje pode não ser amanhã... E só assim podemos andar para frente. Max Born dizia que – “Ideias como certeza absoluta, precisão absoluta, verdade suprema, etc. são produtos da imaginação que não deveriam ser admissíveis em nenhum campo da ciência...”. Concordo da testa aos sapatos.

Max Born dizia ainda que – “A crença de que existe apenas uma verdade, e que você próprio está de posse dela, é a raiz de todos os males do mundo...”. Max, um abração, sabedoria refinada, cara! Agora vou meter o bedelho nas frases do Max. Antes de tudo, os homens (e foram eles, os homens) inventaram as religiões para pôr correntes no pescoço das mulheres e dos pobres. Inventaram um “deus” rancoroso e punitivo, tanto que uma das sentenças escravagistas que me repetiram cansativamente na infância dizia que – “Comerás o pão com o suor do teu rosto”. Quer dizer, uma “certeza” em razão de um pecado que não cometi e que ninguém cometeu, o barbarismo do “pecado original”. Ademais, o que é “verdade suprema”? Quem tem provas dela? Como ela se manifesta no dia a dia de todos nós? A ciência descarta “verdades supremas”. As ciências avançam, na se atolam em verdades supremas, verdades “paradas”, que não avançam nem se provam...

Os sensatos sentem asco pelos “religiosos” mentalmente cegos, os que afirmam que isto ou aquilo é uma verdade suprema, divina. Com que provas dizem isso? E com que direito “abatem”, no sentido literal, os que dizem não a essas falsas verdades? Tudo pode ser e nada é. Faço uma afirmação? Não, faço uma aposta na ciência. Na vida só há uma “certeza”: não temos certeza de nada. Nossas certezas são ou desejos ou loucuras.

INGÊNUAS

Vou repetir o que já disse aqui miríade de vezes, que as mulheres maltratadas por um vagabundo, ameaçadas, surradas, marido, mais das vezes, não sejam ingênuas. Não acreditem na eficiência das “medidas protetivas” que a Lei Maria da Penha diz assegurar às mulheres. Os vagabundos, sabendo de suas impunidades, não respeitam as tais medidas. Que as mulheres se defendam, alguns “amigos” podem ajudá-las. Não duvidem, arrumem os “amigos”...

PAIS

Que os pais, maioria disparada, não sejam irresponsáveis e culpem as escolas pelo não aprendizado dos filhos. Quem quer aprender, quem estuda, aprende em escolas do meio do mato. Sem muxoxos. O que mais anda por aí, e aqui está a verdade, são crianças ou adolescentes vadios. Simplesmente vão e volta das escolas, estudar, que é bom, nada. E ficam os pais parvos a culpar as escolas e os professores. Puxem, bem puxadas, as rédeas da educação caseira!

FALTA DIZER

Outra coisa que precisa ser “lembrada” aos pais distraídos (mas não distraídos para certas mensagens no Instagram...) é que quando as crianças ou os adolescentes querem aprender alguma coisa, ah, eles aprendem. Fique claro, os atoleiros escolares dos jovens nunca são de culpa das escolas...