Já disse aqui que pessoas comuns, biscas, só aprendem a usar o corrimão das escadas depois de levar um baita tombo. Os abobados. Não vamos longe, os brasileiros, desde Pedro Álvares Cabral, ainda não aprenderam a votar...

Mas o que eu quero mesmo dizer, leitora, é que muitas pessoas transformam um momento adverso num divisor existencial, do antes ruim para o posterior magnífico.

Lembro-me de dois exemplos inesquecíveis, aliás, guardei-os nos meus arquivos. Mas não é preciso ir longe para testemunhar desses casos.

Um dos exemplos de que falo nos foi dado pelo jogador Ronaldo, aquele que nos deu uma Copa do Mundo, fazendo o gol classificatório para a final, 1x0 contra a Turquia, e depois fazendo os 2x0 do título, na final contra a Alemanha, 2002 no Japão.

O Ronaldo sempre foi um sujeito com problemas de peso e um tanto negligente nos cuidados físicos. Um dia o treinador Fabio Capello, do Real Madrid, onde Ronaldo jogava na época, na frente de todo o elenco, olhando para o jogador brasileiro, disse alto e forte: - “Você não tem vergonha de estar assim tão gordo”?

Bah, foi um tapa na cara da moral do Ronaldo. Ele disse que saiu daquele treino disposto a mudar. E mudou. Tempinho depois, veio a Copa e o Brasil ganhou, com gols dele. Quer dizer, um “xingamento” foi bem aproveitado.

Outro exemplo foi dado por Michael Phelps, o maior nadador olímpico da história até hoje, 23 medalhas de ouro, em quatro olimpíadas. Phelps quando era guri era muito inquieto em sala de aula.

Um dia, uma professora perdeu os cadernos com ele e disparou: - “Phelps, você nunca vai ser bem-sucedido em nada”! O guri, de oito anos, saiu dali e se jogou na piscina... E nas piscinas, chegou às medalhas de ouro.

É isso e é assim, os briosos não se encolhem com as críticas, verdadeiras, é claro, tomam-nas como molas de elação para a vida de superações e vitórias. Já os molengas se afundam diante de uma observação verdadeira e oportuna. Tomam as admoestações como críticas injustas às suas figuras.

O discernimento faz parte da vida dos bem-sucedidos, e é por isso que eles não são tantos. Os fortes transformam limão em limonada, os fracos correm para debaixo da cama, chupando o limão!

Medo

Americanos estudaram e descobriram que os jogadores de futebol mais corajosos, os que enfiam a perna na bola dividida, se lesionam menos. Vão menos para o departamento médico. Já os vacilantes, os medrosos, os que inconscientemente se poupam nos jogos, vivem com lesões.

Inferência? A coragem dá-nos vigor e vitórias. Como dizia Lampião, o cangaceiro: - Quem tem medo se enterra vivo! Vale para nós, aqui fora.

Alegrão

Alegrão e debochado, fazendo piadas grosseiras contra as mulheres mais velhas... Mais uma vez me irritei com a hipocrisia dos “fiéis”. Sábado à tarde, numa das nossas TVs, um padre dançava, cantava, rebolava e fazia biquinhos.

Jamais vi uma freira fazendo isso. E se fizesse, as “paroquianas” a tirariam a tapas do palco. A odiosa misoginia da igreja tem que ser enfrentada, por elas, as mulheres saudáveis. E padre “soltinho”?

Falta dizer

Um estrangeiro – “daqueles” – queria cidadania alemã. Arrumou todos os papéis, engraxou os sapatos, fez toda a cena para tornar-se um alemão. Levou um baita fora, vai continuar “pequeno”...

Os alemães o observaram atentamente e descobriram que ele não apertava a mão de mulheres. Safado, misógino. Na minha delegacia ele ia apertar outra coisa, ah, ia...

 

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